ARTES PLÁSTICAS

Entrevista: rita alvarez

 

ZIKA

FRANCO

Nome: Teresa Franco AKA Zika 

Idade: 22 anos
Sou de: Oeiras 
Sou conhecida por: Ser aleatória

A minha arte é: Dar forma à minha imaginação

1) MELANCIA: Fala-nos um pouco do teu percurso. 
ZIKA: Desde que me lembro que fui desenvolvendo as minhas capacidades artísticas. Em criança, criar sempre fez parte do meu imaginário. Uma necessidade de pegar no lápis e riscar, de explorar a cor, a forma... e creio que isto tudo foi pretexto para ir, constantemente, construindo e desconstruindo a realidade à minha volta. Ao licenciar-me em escultura desafiei-me, de modo a ganhar maior maturidade e sentido crítico em relação ao que me rodeia, e um olhar mais ponderado enquanto crio. Fui procurando formas de traduzir o meu olhar sobre o mundo, mais concretamente sobre o Ser Humano. Pretendo agora crescer cada vez mais enquanto artista e, se possível, ter um impacto positivo na nossa sociedade.

2) M: Como surgiu o nome artístico Zika? 
Z: Zika foi um nome que me chamaram desde pequena. Uma alcunha, cuja a origem nunca saberei ao certo. Decidi então utilizá-la dessa forma, como uma espécie de referência mais instantânea e informal. Mas, enquanto artista, nunca deixo de ser Teresa Franco. E é com esse nome que assino a minha obra. Ainda assim decidi transportar também o nome zika, talvez como uma forma de recuperar a curiosidade ingénua que me levou a criar em criança e a despertar em mim essa simplicidade de olhar o mundo. o que estivesse a fazer no momento) - e assim nasceu, Cloud Gallery.

3) M: Ilustrações, pinturas, aguarelas, sketches a carvão e esculturas - já te vimos a fazer tudo. Consegues escolher uma área? 

Z: Apesar de me ter licenciado em escultura e gostar de trabalhar com materiais essencialmente plásticos, como a cerâmica, não tenho a necessidade de me concentrar numa só área. Antes pelo contrário. Acho que estas se complementam. As restantes áreas, para mim, servem de apoio à escultura e vice versa. Uma espécie de linguagem de vários alfabetos, que se podem traduzir no mesmo ou até acrescentarem-se uns aos outros. Assim, acabo por alcançar uma diversidade maior em termos expressivos e por isso abro-me à possibilidade de chegar mais longe, de descobrir e de conhecer mais. O meu maior foco gira sempre em torno das formas e do espaço. Contudo, acabo por correlacionar diferentes suportes, com vista a alcançar mais resultados - quanto mais eu faço maior se torna o meu horizonte.

4) M: Como reagiu a tua família quando disseste que querias ser artista? 

Z: Tive sempre um grande apoio por parte da minha família que, desde sempre, se interessou pelas minhas criações. Foram até os grandes impulsionadores desta minha aspiração. Sempre me deram espaço para sonhar e crescer o que me deu, de alguma forma, um maior sentido de responsabilidade em relação às minhas escolhas.

5) M: Quais são as tuas fontes de inspiração? 

Z: Sinto-me inspirada para começar a trabalhar através de diversos estímulos. Desde um lugar, a uma circunstância, um cheiro, uma pessoa, uma melodia, uma conversa... certos momentos que põem o meu coração a palpitar e com uma vontade instantânea de transpor cá para fora este êxtase nas coisas que são aparentemente simples, mas que me iluminam. Este será, porventura, o tipo de inspiração que me põe ao caminho. Porém, posso dizer que a minha inspiração em termos de objecto de estudo, como já referi anteriormente, é o Ser Humano. Ser Humano enquanto corpo , enquanto ser, enquanto relação...o Ser Humano na sua totalidade.

Instagram: @zikafrancoart

zikafrancoarte.com

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