fatos de surf

ENTREVISTA: rita alvarez

wildsuits

Aviso: a entrevista que se segue pode criar no leitor uma vontade inadiável de seguir os seus sonhos. Não tivesse sido o Olivier um sonhador com muita paciência e os aventureiros do mar não teriam fatos da Wildsuits para romper as mais ferozes ondas. Nascida de um fato esburacado, esta marca promete um material duradouro e amigo do ambiente. Tudo o que queremos para proteger o nosso lindo oceano. 

Estamos de acordo?

1) MELANCIA: Como surgiu a ideia da Wildsuits? 
OLIVIER: Comprei o fato de surf de uma marca muito conhecida e passados 6 meses de uso já estava cheio de buracos. Não queria nada gastar 300 euros num fato novo e uma manhã em Carcavelos um amigo meu sugeriu que eu criasse o meu próprio fato. Começou como uma piada entre dois amigos, mas depressa percebemos que realmente podíamos fazer uma fato de surf diferente das outras marcas mainstream.

2) M: És um jovem empreendedor e, nesse sentido, uma inspiração para muitos. Fala-nos um pouco de ti e do teu percurso. 
O: Não existe uma idade certa para se ser empreendedor mas tudo é mais fácil se gostarmos daquilo que fazemos. Não é fácil ter uma empresa e resolver problemas diariamente mas se realmente acreditares em ti próprio e no teu percurso, nada te impedirá de atingir os teus objectivos. E é muito importante entregares-te aos outros. Eu fiz um mestrado em finanças na Nova SBE Business School e licenciei-me em economia e gestão na Universidade Nice Sophia Antipolis. Seja qual for o teu background, tens de rodear de pessoas de confiança e que tenham conhecimentos e qualidades diferentes das tuas. Assim vais sempre aprender e crescer com essas pessoas.

3) M: Quanto tempo demorou desde a ideia, ao primeiro fato vendido? 

O: Foram quase três anos entre a manhã em Carcavelos e o primeiro fato vendido. Podíamos ter começado a vender mais cedo, mas a prioridade era ter um produto de alta qualidade e eco-friendly a um preço acessível. Construir as bases da familia Wildsuits e encontrar os melhores materiais levou bastante tempo. Abrir uma empresa é fácil... mas construir uma empresa que dure e desfrute de uma boa imagem já é outra história. Um conselho: sê paciente e trabalha passo a passo. Só lanças a marca publicamente quando tiveres certezas do teu produto.

4) M: Quais foram as maiores dificuldades que sentiste ao longo de todo este percurso? 

O: Existem sempre dificuldades ao longo do percurso. A maior dificuldade que a Wildsuits enfrenta até hoje é o tempo. Há sempre alguma coisa a fazer e é muito difícil relaxar e parar de pensar na marca. É necessário termos algum tempo livre para nós próprios e até hoje foi o mais 

difícil de fazer.

5) M: O que diferencia a Wildsuits de outras marcas de fatos de surf? 

O: Nós somos uma marca muito próxima ao consumidor final. Respondemos às questões de todos e acreditamos que, mais do que clientes, são adoradores do mar como nós e que merecem produtos de alta qualidade. Além disso, fazemos da parte eco-friendly dos fatos a nossa prioridade. Utilizamos materiais eco-friendly que não diminuem a qualidade do produto nem a sua longevidade.

6) M: Vendem para outros países? 

O: Sim, para França. Temos cerca de 15 lojas em França que vendem os nossos fatos.

7) M: As ideias são muitas mas vivemos num mundo altamente competitivo e só algumas chegam a passar de ideias... O que nunca te fez desistir deste projecto? 

O: O amor pelo que faço. A Wildsuits permitiu-me fazer do meu hobby o meu trabalho. Estou preparado para fazer o que gosto todos os dias.

8) M: Quais são as tuas expectativas para este ano? E para os próximos 5? 

O: Este ano quero continuar a aumentar o número de surf shops que vendem os nossos fatos em Portugal e Espanha. Também gostaria de chegar ao mercado da Alemão e Espanhol. Dentro de 5 anos, espero que a Wildsuits já esteja presente em toda a Europa, para depois expandirmos gradualmente para o resto do mundo sem perder o valor da marca: fatos de surf the alta qualidade e eco-friendly a um preço acessível. 

9) M: Que conselho darias a alguém que está a começar ou que quer começar o próprio projecto? 

O: Nunca olhes para trás, olha sempre para o presente e para o futuro. Não podes mudar o que já acontecer, mas podes certamente fazer melhor ou de outra forma no momento ou no futuro. Não tenhas medo de fazer erros e aprende com eles. Aceita as críticas, sem elas não vais crescer.

10) M: Sabemos que viveste e passaste por vários países. O que te fez ficar em Portugal? 

O: Eu apaixonei-me por Portugal. Há sem dúvida alguma coisa de especial neste lugar. As pessoas foram sempre super acolhedoras e simpáticas comigo, fizeram-me sentir em casa. E Portugal tem uma diversidade brutal. Para além disso, também me apaixonei por uma rapariga portuguesa que veio confirmar quão boas e amáveis são as pessoas portuguesas.

11) M: Deixa uma mensagem à MELANCIA e aos seus leitores.

O: Quero agradecer à MELANCIA pela entrevista e a vocês por lerem o artigo. Seja o que fôr que fizerem da vida, façam-no com amor. E se isso não acontecer, encontrem algo que vos dê vontade disso mesmo. Sejam felizes e vivam a vossa vida, não têm uma segunda.

www.wildsuits.eu

 PREFERES 

 

- Surf ou Bodyboard? Bodyboard.

 

- Verão ou Inverno? Inverno.

- Carro ou Mota? Carro.

 

- Cachorro ou Hambúrguer? Hambúrguer.

- Séries ou Filmes? Filmes.

- Cerveja ou Vinho? Super Bock.

 

- Rebuçado ou Pastilha? Rebuçado.

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