ILUSTRAÇÃO

Entrevista: mafalda jesus

unthink

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Nome: Laura Andrade

Idade: 25 anos
Sou de: Ilha da Madeira
Sou conhecida pelo: meu apetite e por abraçar todos os que amo (o Covid está a lixar esta última)

A minha arte é: Uma expressão do que sinto e do que sou

1) MELANCIA: Quem é a Laura?
LAURA: Se tivesse que ser breve: sou e sempre serei uma sonhadora, “feet on the ground, head in the clouds”. Adoro o mundo da imaginação, que está conectado com o da criatividade e que me permite imaginar
o que expresso artisticamente.

2) M: O que te trouxe até ao mundo da arte?
L: Provavelmente o quão divertido é criar. Mas fui uma late bloomer. Lembro-me de que, quando desenhava em miúda, não era incentivada pelos meus pais. Tanto que, no secundário, estive primeiro em Ciências (risos) e só comecei a desenhar a sério depois de mudar de curso. Apercebi-me a tempo de não perder o ano que queria estudar Artes e, até hoje, agradeço a mim mesma por ter tido essa coragem. Fez de mim o que sou.

3) M: Quais são as tuas maiores inspirações e referências?

L: Emoções: Tudo o que faço criativamente é uma expressão do que sinto em relação a algo, seja negativo ou positivo. Também me inspiro muito noutros artistas, é bom vê-los a puxar os limites da imaginação e terem essa competição saudável. 

4) M: Na tua opinião, qual é o maior obstáculo de um artista em Portugal?

L: Talvez a dificuldade em fazer com que o nosso trabalho seja visto, embora isso seja um problema dos artistas no geral. Em Portugal, especificamente, diria que a mentalidade em relação às artes ainda está a dar os primeiros passos. Isto faz com que muita gente não nos leve a sério nem dê o devido valor ao nosso trabalho o que é, sinceramente, a razão pela qual estou sempre a saltitar para fora do país.

5) M: Abordas alguns temas polémicos. Se pudesses mudar uma coisa no mundo, o que mudavas?

L: O meu maior problema com o mundo, actualmente, é o facto de que algumas pessoas não percebem que somos todos iguais e que merecemos respeito e espaço para Ser, independentemente da nossa sexualidade, cor de pele ou religião. Sei que é algo ambicioso, mas acabaria com o egocentrismo e com a ignorância que movem esta falta de empatia - que sinceramente não me cabe na cabeça. Como é que alguém se vê ao espelho e pensa: “Ah sim, a minha sexualidade, tom de pele e religião são os correctos. Vou, portanto, discriminar e odiar qualquer pessoa que seja diferente”?

Instagram: @unthinkillustrations

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