FOTOGRAFIA

Entrevista: MAFALDA JESUS

TIAGO

GONÇALVES

Nome: Tiago Gonçalves

Idade: 22 anos
Sou de: Sintra. Mas cresci nos Açores, Ilha Terceira. De momento em Lisboa
Sou conhecido por: Tigitig (lê-se tiguitiguê e não ji)

A minha arte é: A fotografia 

1) MELANCIA: Quem é o Tiago?
TIAGO: O Tiago é um rapaz criativo e bastante tímido, que adora o mundo das artes. Fotografa desde novo, teve o primeiro contacto com concertos em 2014 e com a fotografia analógica em 2016, practicando ambas hoje em dia. Passou por várias fases e, actualmente, foca-se nos concertos/música e pessoas para desenvolver o seu trabalho. No futuro, espera poder estar a acompanhar alguém em tour ou a fazer tours sozinho pelos concertos que o mundo tem para oferecer. 

2) M: Quando percebeste que querias levar a fotografia mais a sério?
T: Lembro-me de gostar de fotografia desde novo. Tanto o meu pai como padrasto tinham esse hobby e influenciaram-me. Mais tarde, em 2013, comprei a minha primeira máquina mais a sério, digamos - uma DSLR. Criei um blog, comecei a participar em alguns concursos online nacionais e internacionais, e fui premiado em alguns. Também me espalhei online e consegui grande destaque em sites de fotografia como, por exemplo, o 500px. Segui estudos nisso em 2016, pelo meio também descobri a fotografia analógica e cá estou, a lutar por um lugar no mundo da fotografia.

3) M: A música está diretamente relacionada com o teu trabalho. Qual é a maior dificuldade ao fotografar um concerto? 

T: A luz, sem dúvida a luz. Não tenho fotografado muitos festivais que tenham, por norma, uma boa luz. Indo para espaços mais pequenos, mais fechados, íntimos, a luz não é tão boa e, às vezes, acaba por ser sempre a mesma cor ou existem apenas umas lâmpadas penduradas. Sendo que a fotografia vive da luz que atravessa a objetiva chegando ao sensor/película, acaba por ser mais complicado nesses espaços.

4) M: Consideras o Instagram uma ferramenta essencial ao sucesso do
teu trabalho?

T: Não sei se considero essencial, mas importante. Acho que é preciso ter sorte e uma boa base antes de “lá chegar”. Para mim, que sou mais reservado na vida real e na online também ninguém me conhece, acaba por ser mais difícil. Porque acredito que, quem já tenha contactos fora do online, acaba por conseguir levar essas pessoas para as redes. Mas é uma óptima maneira de dar a conhecer o nosso trabalho e, na fotografia, é a rede social de eleição: posso colocar uma selecção do projecto/dia e depois colocar um link, por exemplo, onde as pessoas podem ver mais trabalho
e consultar mais informações. No entanto, quando algo não chega a certas pessoas, também pode ser óptimo. Porque pode impulsionar-nos para outras coisas. No geral, não sinto que seja uma ferramenta que ajude muito no meu trabalho.

5) M: Analógico ou digital? Porquê? 

T: Ambos, mas para coisas diferentes. Tenho tentado fazer algo já há algum tempo que é utilizar o digital apenas para os concertos e trabalho (pois o digital é a norma) e o resto para o analógico. Isto porque, no digital, parece sempre trabalho. Posso editar a imagem de maneiras diferentes e isso interessa-me. No analógico, acaba por ser tudo muito mais pensado, caro e demorado. Portanto, normalmente, a foto analógica fica como sair e não penso em editá-la. No entanto, se me pedirem trabalho em analógico, também tenho todo o gosto em fazer. Hoje em dia é: analógico para o
dia-a-dia, pessoal e pessoas; digital para o trabalho. Em suma, quero fazer mais analógico, mas não deixar o digital de todo.  

instagram: @tiago_goncalves_photography

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