PINTURA & DESENHO

Entrevista: LUÍSA VITORINO

RODRIGO

VELOSO

Nome: Rodrigo Veloso

Idade: 25 anos
Sou de: Lisboa 
Sou conhecido por: Andar sempre na lua

A minha arte é: Desenho e Pintura

1) MELANCIA: Fala-nos um pouco de ti e do teu percurso artístico. 
RODRIGO: Sempre tive uma grande paixão pelas artes visuais, como o desenho, a pintura, a escultura e arquitectura. Gosto de aprender de tudo um pouco, de ter alguma versatilidade e, por isso, comecei por estudar Artes Visuais no secundário onde pratiquei muito o desenho numa base diária e posteriormente tirei o curso de Arquitectura que, apesar de ser muito trabalhoso e desafiante, é muito versátil e deu-me uma bagagem de cultura geral que sempre me interessou muito. Depois de trabalhar cerca de um ano como arquitecto estagiário no atelier ARX em Lisboa, decidi arriscar e tentar uma abordagem profissional diferente, mais abrangente e, ao mesmo tempo, com uma maior disponibilidade para o desenho e a pintura e com um maior foco no meu percurso como artista.

2) M: Os retratos estão muito presentes no teu trabalho. Sentes que a figura humana é, para ti, uma inspiração? 
R: Encontro inspiração em practicamente tudo o que me rodeia. Desde o mais simples ao mais complexo, do mais natural ao man made. Muito do que me rodeia tem influência humana, mas parte sempre do natural, da matéria prima. E esse papel base da natureza tem tanta influência no meu trabalho como a figura humana. Acho que há um certo equilíbrio na utilização destes dois conceitos, daí gostar especialmente de os fundir. O retrato é algo com que nos identificamos directamente e as diferentes formas de representação e percepção podem contar muitas histórias.

3) M: Qual é o teu suporte favorito para pintar? 

R: O suporte com que estou mais familiarizado é sem dúvida o papel. Há uma variedade de gramagens, texturas e cores neste tipo de suporte que o tornam numa base muito apetecível para a experimentação, imaginação e práctica. Também a sua receptividade aos materiais mais diversos como lápis e canetas, pastéis, aguarelas etc, tornam este suporte fundamental à práctica da pintura e do desenho. Por outro lado, tenho vindo a utilizar cada vez mais as telas para a pintura, com acrílicos e óleos. Mas o papel está sempre muito presente.

4) M: Quando chegas ao estúdio, o que fazes primeiro? 

R: Não tenho assim nenhum ritual ou rotina definida. Normalmente tenho sempre trabalhos antigos espalhados e imagens de referências e inspirações afixadas nas paredes. O que é mais comum fazer assim que chego ao estúdio é, provavelmente, apenas olhar para tudo o que me rodeia, observar o que já fiz, ver os trabalhos que estou agora a desenvolver e analisar se está a ir no caminho que gostaria. Outras vezes, é apenas pensar nas possibilidades para novos projetos.

5) M: Qual o teu derradeiro sonho como artista? 

G: Acho que seria estar numa posição em que consigo criar algum impacto ou passar uma mensagem ao fazer o que me dá prazer e me traz significado. Ter reconhecimento pelo trabalho desenvolvido e pelas escolhas tomadas. Encontrar o meu caminho, ter um foco e alguma estabilidade mas sem nunca perder a motivação de estar sempre a aprender.

Instagram: @rodrigoveloso_art

rodrigo-veloso.com

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