PINTURA

Entrevista: mafalda jesus

 
numpára

Nome: Ana Malta

Idade: 24 anos
Sou de: Lisboa
Sou conhecida por: NUMPÁRA

A minha arte é: Uma inconsciência plástica

1) MELANCIA:  Quem é a Ana?
ANA: Nasci em Lisboa, em 1996, sou uma artista plástica licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (2018) e frequento o Mestrado em Gestão de Indústrias Criativas na Universidade Católica Portuguesa, do Porto. O meu trabalho, de grande dimensão autobiográfica, desenvolve-se através da procura do não-idealizado, usando o corpo como o veículo do meu inconsciente visual e plástico, ao criar um diálogo cru entre experiências sociais e composições texturizadas. Recentemente, acabei um estágio curricular como assistente da Galeria Belo-Galsterer e no início de Setembro iniciarei um estágio profissional nas Carpintarias de São Lázaro - Centro Cultural. 

2) M:  Pintura, escultura, fotografia, desenho, design. Pode dizer-se que és uma artista com “A” maiúsculo. Sentes que nasceste para a arte?
A: Na minha opinião, as pessoas não nascem apenas com determinado propósito. Podem, através da dedicação e esforço, tornar-se no que mais desejam ser. Desta forma, sempre me imaginei a trabalhar dentro do sector
artístico-criativo. Se nasci para a arte? Penso que nasci para me expressar pela arte; para viver a cultura; para experimentar todos as oportunidades que esta palavra nos oferece: arte plástica, arte gráfica, vídeo art, arte fotográfica… entre muitas outras. Nasci para contribuir através das artes visuais para uma melhor compreensão do mundo. Criar, produzir, gerir, assistir arte.

3) M: Estudaste Pintura e Gestão de Indústrias Criativas. De que forma achas que estes cursos fazem a diferença no teu percurso?

A: Tirar Pintura em Portugal é um desafio. Acredito que até o melhor pintor pode ter dificuldades. No entanto, ao longo do meu percurso senti que precisava de saber como é que o mundo/mercado das artes, a fim de desenvolver uma melhor percepção da minha vida profissional. Neste sentido, optei por estudar ambos os lados do sector artístico-cultural: como criar arte e como geri-la. Nos 4 anos de Pintura fui-me desenvolvendo enquanto artista, perceber o que eu queria expressar e como o fazer. Nos seguintes 2 anos de Mestrado e consequente estágio curricular numa galeria de arte,
foi-me permitido contactar e aprofundar os meus conhecimentos relativos à vertente mais burocrática e “empresarial” das Indústrias Criativas. 

4) M: Na pintura mostras-nos um lado abstracto, repleto de formas e cor, e uma faceta mais realista, onde retratas pessoas. Como defines o teu estilo? 

A: Durante o processo criativo, todas as expressões tangíveis são encontradas e formadas numa sólida mas não controlada acção. As cores são espalhadas pela base e, como na nossa natureza, estas parecem ter instintos, sentimentos... um conhecimento irracional sobre caminhos e harmonia. Figuras, retratos, palavras, formas... pertencem à tela, ao papel. Trabalho com a contradição entre o conceito “não idealizado” e o facto de que o trabalho nunca foi externo à sua origem. É uma realidade confusa. Organizo-me por camadas; por estruturas. Tudo é orgânico. É técnico. Uma inquietação que procura a estética. Uma procura constante por respostas que resultam em diferentes tipos de obras, o que, com sorte, me proporciona clareza e orientação. Todos elas expressam os longos pensamentos da minha “consciência” intemporal e como a minha mente lida com eles. Um diálogo puro. 

5) M: Já fizeste algumas exposições e como o teu nome diz “num páras”. O que podemos esperar de ti no futuro? 

A: Enquanto pintora, quero criar e expor a minha obra mas também continuar a trabalhar dentro da área cultural. No futuro, espero que o nome “NUMPÁRA” seja reconhecido e que, através disso, possa criar projectos com a colaboração de outros artistas ou entidades, de forma a apoiar os artistas contemporâneos e ajudar na comunicação do trabalho dos meus colegas. Neste sector não se cresce sozinho, todos os artistas sentem dificuldades e, por isso mesmo, aposto também neles. Mas, por agora, vêm mais exposições.   

Instagram: @num.para

espreita o artigo na revista

CONTACTos

  • ig
  • fb
  • yt

MELANCIA MAG 2018 © ALL RIGHTS RESERVED