FOTOGRAFIA

Entrevista: LUÍSA VITORINO

LUÍS

GALA

Nome: Luís Gala

Idade: 23 anos
Sou de: Lisboa 
Sou conhecida por: Galinha (alcunha) e por ter muitos irmãos

A minha arte é: Fotografia 

1) MELANCIA: Desde quando é que a fotografia está na tua vida? 
LUÍS: Não sei precisar há quanto tempo... O primeiro momento, em que me recordo de ter tido contacto com máquinas fotográficas, foi no segundo ano da faculdade, no curso de Marketing e Publicidade, altura em que comecei a usar a point and shoot da minha mãe, a minha primeira câmara analógica. Mas, se tivesse que definir um período em que a fotografia começou a fazer mais sentido e a ocupar mais espaço na minha vida, diria o secundário. A minha máquina, nessa altura, era o telemóvel e, apesar de ser tudo muito básico, foi aí que a minha paixão por fotografia surgiu. Hoje em dia, a fotografia é um dos meus principais focos e acho que os três anos de um curso que nada tinha a ver com fotografia, me fizeram perceber que é realmente isto que eu quero para o resto da minha vida.

2) M: Em muitas das tuas fotografias o corpo, a cara ou pequenos fragmentos do teu sujeito, são o foco principal. Consegues descrever o teu estilo? 
L: Gostava de poder dizer que tenho um estilo único mas, na verdade, acho que ainda não o encontrei. Sempre gostei bastante de  fotojornalismo/documental e houve até uma altura em que pensei que fosse esse o estilo que quisesse seguir. Com o tempo, essa ideia foi ficando para trás e comecei por experimentar mais pelas vertentes da moda e fotografia de autor. Actualmente, tento combinar os pontos fortes de cada um desses estilos, tendo como critérios uma estética forte e a boa narrativa.

3) M: Como tem sido o teu percurso artístico e fontes de inspiração? 

L: Bem, o meu percurso... visto que nunca tive, até há um ano atrás, formação na área de artes, um dos meus interesses é pesquisar fotógrafos inspiradores e outros artistas impactantes na sua área. Gosto de me aprofundar nos diferentes estilos de artistas e de conhecer obras de arte que nada tenham a ver com fotografia. São uma fonte de inspiração inesgotável. A nível mais pessoal, as minhas referências na fotografia são os meus amigos mais próximos (mais de metade são fotógrafos). Adoro partilhar ideias com eles, acompanhar o seu trabalho e, se possível, ajudá-los no que for necessário. A nível internacional existem bastantes influências mas, aquelas que me influenciaram mais nestes últimos tempos, principalmente durante a quarentena, foram a Francesca Woodman, a Claude Cahun e a Arielle Bobb-Willis.

4) M: Fotografas sempre em analógico? Se sim, porquê? 

L: Sempre adorei ver aqueles álbuns antigos, ficava fascinado com as cores e o sentimento de nostalgia que provocavam em mim. Por isso mesmo, acabava sempre por editar as fotografias de modo a que ficassem com aquele ar “analógico”. Quando comprei a minha primeira câmara de maior qualidade, o critério das cores manteve-se e, a isso, acrescentei o planeamento. Cada fotografia tem que ser bem planeada: o momento, as cores, a história. Cada fotografia conta, não “clico” sobre o mesmo momento/situação várias vezes. Não posso fotografar sem pensar antes em tudo o que considero importante para as minhas obras. Gosto muito do provérbio “quantidade não é qualidade” e tento aplicar e viver essa filosofia no meu trabalho de fotógrafo. Há cerca de dois anos comprei uma câmara digital para fotografar quando quisesse sem restrições de quantidade e, na verdade, admito que (antes de se estragar) a devo ter usado cerca de quatro vezes. Por isso, sim, só fotografo em analógico. Mas gostava de arranjar a digital para poder fazer experiências sem limites.

5) M: Qual o teu derradeiro sonho como artista? 

L: Se tivesse que restringir todos os meus sonhos como artista a só um, diria que é conseguir viver da fotografia. Mas, até chegar a esse ponto, ainda existem vários que antes gostaria de alcançar: expor o meu trabalho em Portugal e no estrangeiro, trabalhar para uma revista de moda, ganhar prémios, viajar pelo mundo com pouco mais que uma câmara e, acima de tudo, conseguir inspirar as pessoas com as minhas fotografias. Inspirá-las a nunca desistirem de fazer o que as deixa felizes, porque esse é o derradeiro sonho - conseguirmos viver a fazer o que realmente gostamos.

instagram: @galagalinha

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