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Entrevista: rita alvarez

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Hugo Coelho, fotógrafo de 34 anos, habituou o olho desde cedo aos detalhes. Começou pela fotografia comercial, mas foi a fotografar casamentos que se sentiu realizado. Este fotógrafo escapa à típica fotografia de casamento que todos já conhecemos, criando memórias únicas e retratando de uma forma muito mais íntima e dinâmica, o dia mais singular da vida do casal.

1) MELANCIA: Quem é o Hugo? 
HUGO: 
Tenho 34 anos, vivo em Lisboa e sempre fui apaixonado por esta cidade. Sou casado e tenho um filhote. A minha fonte de inspiração é a estabilidade.

2) M: A fotografia sempre fez parte da tua vida? Quando a assumiste enquanto profissão? 
H: Desde sempre que gostei de fotografar graças ao meu pai. Estudei Fotografia na ETIC durante três anos e estagiei como fotojornalista na Agência Global Imagens, do Grupo Diário de Notícias. Depois disso passei para a fotografia comercial, uma área completamente diferente e muito técnica, que me deu o conhecimento e o olho mais perfeccionista e atento aos detalhes. Neste momento fotografo casamentos há cinco anos a full time. 

3) M: Descreves-te como “Wedding and Elopement Photographer”. Explica-nos um bocadinho melhor em que consiste. 

H: Tenho vindo cada vez mais a fotografar casais estrangeiros e também fora do país. Apesar de fotografar muito em Portugal, as viagens começam
a ser habituais para fotografar noutros lugares, o que é muito enriquecedor por ter esse voto de  confiança e poder alargar os horizontes.

4) M: Tens mais de 10mil seguidores no instagram. Consideras ser uma ferramenta essencial para o sucesso do teu trabalho? 

H: Penso que as redes sociais são uma ferramenta muito importante do meu trabalho. Alguém dizia que se não estivermos online não existimos. Temos de dar a conhecer o nosso trabalho aos outros e uma maneira de se chegar mais longe é sem dúvida pelo instagram. Hoje em dia diria que 80% dos contactos que tenho passam pela minha conta.

5) M: Como tem sido o feedback dos teus seguidores? 

H: A julgar pelos comentários tem sido boa (risos). Gosto muito do que faço e isso reflecte-se nas minhas imagens. Faço-as com o mesmo valor com que gostaria que alguém as fizesse para mim. Penso que isso seja uma boa parte desse bom feedback.

6) M: Não posso deixar de salientar que o teu trabalho é muito diferente (no melhor dos sentidos) do da maioria dos fotógrafos de casamentos. Ainda assim, sentes resistência ao reconhecimento do teu trabalho no mundo da fotografia? 

H: Portugal tem estado a crescer muito nos últimos anos e a afastar-se da tradicional fotografia de casamento. Temos excelentes profissionais que competem com os melhores do mundo nesta área. Os clientes têm um maior gosto pela Fotografia, por estar mais acessível a todos e porque, nos dias de hoje, todos somos um pouco fotógrafos, todos captamos imagens com os telemóveis e isso só veio elevar a fasquia. Ainda falta quebrar alguns clichês mais tradicionais que não fazem tanto sentido nos dias de hoje… até porque o dia do casamento deve ser vivido de uma forma descontraída e intimista, pelo menos são esses os casais que procuro.

7) M: Como é, normalmente, a logística de fotografar um casamento? Quantas sessões fazes? Explica-nos o processo. 

H: É um dia bem intensivo. Fotografo sempre sozinho, gosto desse desafio porque tenho uma visão muito própria. São muitos detalhes e pormenores que devem ser capturados. Afinal de contas é um dos dias mais importantes da vida de duas pessoas e é, também, um legado que vamos deixar para as futuras gerações. Não nos podemos esquecer disso. Normalmente há uma sessão antes do casamento (a engagement session) importante para conhecer
o casal e ganhar a sua confiança. É quase como um namoro: tem que haver química.  Tento dar a perspectiva de um amigo muito próximo do casal com uma abordagem familiar e, para isso, é preciso conhecê-los bem.

8) M: Onde gostarias de ver o teu trabalho exposto? 

H: A pergunta não será bem essa, mas sim onde gostaria de fotografar. Sou como uma criança cada vez que vejo algo novo (risos). É preciso estimular a criatividade e é por isso que adoro viajar e conhecer novos sítios.

9) M: Conta-nos a tua maior aventura a fotografar! 

H: Há dois anos tive uma das maiores experiências: um casamento no “Kruger Park”, na África do Sul. Sem dúvida que não me irei esquecer desta aventura. Desde pequeno que adoro ver o programa “Vida Selvagem” da BBC e foi como estar dentro dele.

10) M: Fotografia preferida? Porquê? 

H: Difícil escolher uma… talvez não seja a melhor fotografia mas esta (fotografia 2) é uma das que mais gosto e que não me sai da cabeça. Gosto muito de pintura e esta faz-me lembrar isso mesmo.

11) M: Onde te podemos encontrar se não estiveres a fotografar? 

H: Tento aproveitar ao máximo o tempo que tenho disponível com a minha família. Viajar ocupa muito tempo e quando regresso dou-lhes o máximo de atenção. Andar de mota é uma das minhas outras paixões.

12) M: Deixa uma mensagem à MELANCIA e aos seus leitores. 

H: Parabéns por seguirem uma revista tão cool! Eu não conhecia e vou ser um deles :)

www.instagram.com/hugocoelhofotografia

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