ILUSTRAÇÃO

Entrevista: rita alvarez


CRIS

Nome: Cristiana Alexandra de Sousa Figueiredo

Idade: 24 anos
Sou de: Vila Nova de Famalicão 
Sou conhecida por: Cris

A minha arte é: Uma mistura de cor e coisas lamechas

1) MELANCIA: Quem é a Cristiana? 
CRISTIANA: A Cristiana é só uma miúda que adora design mas que também quer ser ilustradora. Tem 24 anos e está neste momento a fazer o segundo ano de mestrado em Design Gráfico e Projectos Editoriais.

2) M: As tuas ilustrações são repletas de cor e boas vibes. O que pretendes evocar em quem as vê? 
C: Inicialmente as minhas ilustrações eram uma espécie de diário, só depois é que comecei a criar e a inventar narrativas porque se queria que o meu trabalho chegasse a mais pessoas, o meu diário não seria o tema mais interessante do mundo. No entanto, uma coisa que sempre me acompanhou foi a cor, pois sempre foi uma componente que permitiu colocar algo de menos real no meu trabalho. Se as coisas já têm cores tão definidas na realidade, não queria que no meu trabalho fosse igual. Queria experimentar tudo de todas as cores. Acho que a cor é de facto das coisas que mais sentido dá ao meu trabalho.

3) M: Tens algum projecto em especial de que nos queiras falar? 

C: O meu último projecto foi um livro com o titulo “Rabiscos”. Rabiscos é um livro de ilustração com três histórias sobre emoções. Começou por ser um projecto académico mas, no entanto, decidi levá-lo mais longe, tornando-o numa auto publicação. Um dos meus objectivos com este livro foi enfatizar a voz da ilustração, sendo este o principal meio para contar a narrativa. Assim, este livro poderá ser considerado um álbum ilustrado que, tanto fala de amor, como de tristeza. Para além disso, acabou por ser inserido num projecto paralelo que iniciei com o Lucas Moreira: uma editora independente (que acabou por ficar também com o nome Rabiscos) onde pretendemos dar voz e foco à ilustração e às pessoas que se interessam por este mundo.

4) M: Quais são as tuas maiores inspirações e referências, no trabalho e na vida? 

C: O meu trabalho começou como um diário, por algo muito espontâneo sem sequer pensar em qualquer tipo de influências por detrás dele. Só quando o interesse pela ilustração se sobrepôs à necessidade de ter um diário, é que começaram a surgir influências tanto de ilustradores (que já seguia a partir das redes sociais), como de outros artistas mais clássicos de que também gostava. No entanto, tornou-se impossível fazer uma escolha, por existir tanta gente com trabalho que admiro. Mas posso destacar ilustradoras como a Carolina Celas ou a Catarina Sobral, cujo trabalho admiro e aprecio imenso.

5) M: O que achas que te fará dizer "cheguei onde quero estar"? 

C: Esta é daquelas perguntas bem difíceis porque fazer planos a super longo prazo sempre me deixou assustada. Na verdade, tenho sempre a ideia do que quero e dos meus objectivos, mas prefiro organizar todos os “passinhos” a curto prazo para atenuar a pressão que possa estar a colocar sobre mim. Mas posso dizer, sem qualquer dúvida, que o cenário ideal seria acabar este mestrado e dedicar-me apenas ao que gosto e poder viajar de vez em quando porque, andar por aí, acaba sempre por trazer ideias novas e coisas novas. E continuar a fazer livros de ilustração, claro. Para que cheguem a cada vez mais pessoas e passem da auto publicação a, quem sabe, um projecto com uma editora.

Instagram: @crisfromthespace

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