ILUSTRAÇÃO

Entrevista: rita alvarez


CATY

Nome: Catarina Fernandes

Idade: 22 anos
Sou de: Queluz, Linha de Sintra 
Sou conhecida por: Caty

A minha arte é: Uma partilha irreverente, meio egoísta, meio altruísta, meio bonitinha, meio suja, de livre interpretação.

1) MELANCIA: Quem é a Catarina? 
CATY: Sinceramente, no seu todo, nem eu sei muito bem ainda. Mas posso dizer que sou uma mulher de 22 anos a tentar fazer o melhor desta vida. Estudei turismo e sou uma artista das horas vagas. Gostava que o meu dia tivesse umas 50 horas para poder ir a todo o lado, estar com toda a gente e fazer tudo e mais alguma coisa. Sou a irmã mais nova, a mais rebelde e ‘’mal comportada’’. Quando está sol o meu humor melhora significativamente. O meu pai diz que sou arraçada de lagartixa. Estou quase sempre com fome e nunca me farto de comer pizza. Na minha playlist diária tanto passa hip hop como reggae, funk, kizomba, bossa nova, pop e qualquer outra coisa que me apeteça. Adoro conduzir e acho que sou uma óptima condutora. Ando muitas vezes descalça e sou wannabe agricultora. Sagitariana com ascendente em Caranguejo. Lowkey. Também sou uma beca chunga.

2) M: O que, idealmente, gostarias de evocar em quem vê a tua arte? 
C: Gostava de saber que há pessoas que se sentem compreendidas e representadas. Às vezes, crio ilustrações com base em questões muito pessoais que penso só me afetarem a mim e quando alguém vem comentar comigo que sente o mesmo, fico super feliz pelas 2 partes. É a tal questão do equilíbrio que mencionei antes. Também gosto de evocar sensações de empoderamento e liberdade, uma risada aqui ou ali quando tento ser engraçadinha, e um feeling de que o Universo está a unir-nos por alguma razão.

3) M: Qual o grande objectivo pelo qual fazes o que fazes? 

C: É um equilíbrio entre o prazer colectivo e o individual. Comecei a fazer ilustrações e a partilhá-las por necessidade pessoal, como uma ferramenta terapêutica. Depois complementei-a através de uma relação muito harmoniosa com os consumidores da minha arte, que me ofereceram um novo sentido nesta missão, e tornou-se também uma ferramenta activista, uma oportunidade para criar uma consciência colectiva sobre as questões que trato no meu trabalho e promover uma visibilidade acrescida para
boas causas. Hoje vejo estas 2 ferramentas como uma relação recíproca e é aí que reside o grande objectivo para fazer o que faço. A arte permite-me ajudar os outros e, consequentemente, ajuda-me a mim própria.

4) M: Como descreverias o teu estilo? 

C: Acima de tudo, livre. Não tenho escola artística e também não gosto muito de rótulos, mas diria que a minha arte é muito expressiva, caótica e alegre, algo naive, e organizada q.b.

5) M: Qual é a tua filosofia de vida? 

C: Vai com medo, mas vai. O mundo pode acabar amanhã, tu achas mesmo que vale a pena deixares-te paralisar pelos macaquinhos na tua cabeça? Sabes bem que não e, para além disso, o mais provável é que na maioria dos casos sair da tua zona de conforto vá valer muito a pena.

Instagram: @catxyyyy

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