ILUSTRAÇão & street art

Entrevista: juliana lima

bicicleta

sem freio

Sai da freeente! Arte, design e rock ‘n’roll. Pode parecer um clichê mas esta é maneira mais simples, honesta e coerente de descrever esse duo de ilustradores goianos que dá pelo nome de “Bicicleta sem Freio”. Servindo como fonte de inspiração ou mesmo pesquisa para outros artistas que pretendem seguir um caminho parecido, BSF já foi um trio, um grupo de estudantes, e hoje segue comandada por Douglas de Castro e Renato Reno, dois artistas reconhecidos internacionalmente. Nesta entrevista, a dupla fala-nos sobre as suas referências e experiências neste percurso de sucesso. Acelera! Não percas esta oportunidade de conhecer mais sobre o mundo destes dois ilustradores que amam o que fazem!

1) MELANCIA: Como definem “Bicicleta sem freio”?
BICICLETA SEM FREIO: 
É difícil de responder essa pergunta, são dois “caras” que amam o que fazem e gostam de desenhar!

2) M: Falem-nos um pouco de vocês.
B: Conhecemo-nos na universidade, estudando Artes Visuais, temos 32 anos e trabalhamos juntos há mais de dez anos. Douglas de Castro e Renato Reno. Ambos de famílias simples.

3) M: Como começou este projeto e quando sentiram que seria muito mais do que um passatempo criativo? 

B: Em 2004 fomos para um congresso de estudantes de Design, lá decidimos juntar-nos com alguns amigos de sala para aprender e trabalhar juntos.

4) M: Quais são as vossas inspirações e referências? 

B: Hoje com internet e as viagens fica complicado dizer. Mas gostamos muito de posters de espetáculos, Alfons Mucha, Rafael Grampá, Mateus Dutra, André Morbeck, Broken Fingaz, Yaia Giftm, Vhils e o Brasil.

5) M: Vocês são de Goiânia, Brasil, mas estão sempre a viajar e espalhar o vosso trabalho para todo o mundo. Já passaram por Portugal, onde fizeram um mural emblemático no Clube Naval de Lisboa, no Cais do Sodré. Fala-nos sobre essa experiência.

B: Adoramos Portugal, país de muitas comidas e pessoas maravilhosas. Foi uma experiência muito agradável e transformadora, tivemos ajuda de muitas pessoas que se colocaram à disposição em troca de nada. Estamos-lhes muito gratos, o resultado foi fruto de muito esforço e colaboração.

6) M: Sabemos que nestas aventuras internacionais passaram por diversos eventos importantes do universo da arte como “Art Basel Miami”, de 2013, evento de street art que recebeu mais de 75 mil espectadores. Como começou esse processo e como é que se sentem com a internacionalização da vossa arte? 

B: No começo, a gente só queria viajar e conhecer outro país, recebemos o convite da JustKids para pintar, não tínhamos muita experiência. Ela acreditou em nós e fomos na loucura mesmo e sentimo-nos gratos e felizes pela proporção que está a tomar.

7) M: Como é o vosso processo criativo? Desde o momento da conceção até a execução. 

B: Desenhamos muito a mão e esboçamos a lápis, juntamos muito papel e usamos muito a mesa de luz. Depois da ideia pronta, finalizamos o desenho, num papel melhor, com pincel e nanquim e colorimos no computador. Mas o processo varia muito, cada mídia requer um meio. Pintamos também em tecido com tinta acrílica, às vezes. O processo é simples, o importante é conceber a ideia.

8) M: Deixem uma mensagem à MELANCIA mag e aos seus leitores. 

B: Tenham carinho e amor pelo que fazem, comprometam-se com uma produção sincera e diária. O trabalho é diário! Acreditem em vocês mesmos. Obrigado.

bicicletasemfreio.com

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