texto: luisa vitorino

fotografias: vários

 
panóplia

De um pequeno grupo que queria apenas acabar a licenciatura com um projecto de final de curso conciso e distinto, surgiu a Panóplia - uma associação de empoderamento e divulgação de artistas.

 

A motivação principal da Panóplia sempre foi valorizar e apoiar esta comunidade, munindo-os das ferramentas necessárias à sua emergência artística, quer para arranjar trabalhos, para expor as suas obras ou para desenvolverem uma rede de contactos. 

Pelas palavras da associação Panóplia: 

“Só queremos que ser artista seja tão plausível como ser médico ou jornalista, e nem um pouco menos valorizado”

Tudo começou em 2019, com um primeiro evento, nos Anjos 70. O grupo reuniu uma comunidade de 50 artistas e deu-lhes a oportunidade de expor e comercializar as suas obras num evento cheio de vida, arte e música no ar, que apenas ditou o início de tudo.

 

O bichinho Panóplia continuou a crescer e a reunir artistas para um futuro evento em Maio de 2020 mas, o bichinho Covid-19, não permitiu a sua realização e o grupo teve de se reinventar e arranjar maneira de continuar a empoderar artistas, mesmo a partir de casa. 

Obrigados a puxar pela criatividade ao limite numa altura que o contacto de perto com os artistas e a comunidade era impossível, a Panóplia decidiu fazer um re-branding nas redes sociais, criar uma newsletter para enviar aos artistas e envolvê-los na criação de obras representativas dos dias do ano, de maneira a que os artistas continuassem a fazer parte do layout da página e a serem divulgados. Também criaram iniciativas para que, a ligação e a interacção com a comunidade, não se perdessem. Como o “Panóplia em Casa”, que se baseou em workshops dados por artistas e na posterior divulgação do “Artista do Dia”.

Mas a grande mudança e foco da Panóplia em tempos de pandemia foi a criação e implementação de uma plataforma online que funcionará como um portfólio e CV para os artistas. Uma base de dados onde cada um partilha a sua arte, tem a oportunidade de arranjar trabalhos, onde há masterclasses, uma rede de mentores a trabalhar lado a lado com os artistas e inúmeras oportunidades que facilitem e aproximem os artistas do mercado de trabalho. No fundo, uma rampa de lançamento para que, ser artista profissionalmente, não seja assim tão difícil.

Lado a lado com um grupo de curadores e psicólogos organizacionais, a Panóplia vai delineando uma rede artística forte, onde o trabalho de cada artista é valorizado pela sua individualidade, onde há contacto directo com todos os artistas e troca de ideias constante, nunca unilateral.

“Há uma cultura que temos muito cá dentro que é, sem eles nós não existimos (...) e é importante que estejamos sempre a caminhar no mesmo caminho, (...) acreditamos muito nesta filosofia” 

Desta maneira, são crescentes os projectos de responsabilidade corporativa e social em que se envolvem e onde arte surge sempre como o factor interventivo e catalisador. Recentemente, encheram o concelho do Gavião, no Alentejo, com arte urbana e música, numa acção de sensibilização para a prevenção de incêndios.

Ainda no espectro social e ambiental, realizaram um evento com crianças - um evento de sensibilização para a conservação animal - onde contaram com a presença de uma bióloga e uma artista, que ajudou as crianças a pintarem t-shirts com os animais sobre os quais aprenderam.

Quiseram mostrar-nos também a importância das artes performativas, contando já com inúmeros workshops de teatro, dança, música e street art por todo o país.

 

Sendo uma equipa multidisciplinar, com membros de quase todos os ramos (desde arte, eventos, gestão, etc.), a equipa Panóplia frisa: “Sabemos que é difícil e é mesmo esse o objetivo: facilitar a vida ao artistas e criar uma rede útil e acessível para todos. Continuamos a trabalhar para isso, todos
os dias”.

 

Até agora, tem corrido tudo bem. Acreditam que o facto de serem, como dizem, “uma equipa jovem, descontraída e amigos com uma comunicação forte entre todos” é um factor essencial para o bom funcionamento do projecto.

 

São eles: a Ana Raquel Rodrigues, a Beatriz Cristóvão, a Mafalda Chambel, a Maria Leonor Carapuço, o Rafael Reis e o Salvador Taveira, um grupo de jovens que, todos os dias, trabalham para a valorização da arte e dos artistas em Portugal. Um projecto de louvar, onde colocam tripas e coração, lágrimas e suor, no empoderamento da comunidade artística.

 

A motivação do grupo é ser uma rede que possa abranger e envolver inúmeras pessoas do mundo artístico e, por isso, a Panóplia não se poupa em parcerias. 

Esta edição conjunta MELANCIA x PANÓPLIA, é um prelúdio de muitas e fortes parcerias que estão para vir. Desde cedo, que a visão de ambas é a mesma e o amor à arte é o ponto fulcral e unificador de dois projectos de formatos tão diferentes, mas ideais tão iguais.

Nesta edição fundimos essências e, nem só se trata de uma revista de arte, nem só de uma plataforma de divulgação artística, mas sim de ambos. Uma junção que preza os artistas e todo o trabalho que fazem para nos ajudar a não perder a sanidade num mundo maluco. Mas muito mais virá… fiquem atentos.

Até lá, a Panóplia irá lançar a sua plataforma online que, até ao fim do ano, já estará em acção. Os workshops e actividades conscientes vão continuar a acontecer e em breve surgirão eventos - assim que o bichinho deixar!

Enquanto a arte existir, a Panóplia vai continuar a dar-lhe a devida importância e espaço a quem a produz, a enaltecer a comunidade e a ajudar artistas num percurso que nem sempre é fácil.

Há espaço para os artistas e há espaço para a arte!
Viva a Panóplia!

Instagram: @_.panoplia._

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