bodyboard

ENTREVISTA: JULIANA LIMA

PIERRE

LOUIS

COSTES

Faz alguns anos que ganhei o gosto pela prática do bodyboard. Com isso também passei a prestar mais atenção e a conhecer um pouco mais sobre o universo deste desporto. Foi assim que esbarrei com o bodyboarder francês Pierre-Louis Costes, que vive em Portugal já há algum tempo. E, com o calor que se aproxima resolvi entrevistá-lo, para começarmos a sentir o cheiro da maresia. Tão bom! Pierre confessou-nos que a primeira razão de ter escolhido viver em Portugal foi o coração, entretanto fala-nos o quanto é grato por ter descoberto um dos países mais lindo do mundo. Entra nessa onda e descobre tudo sobre a rotina, os gostos e as referências deste jovem atleta que já ganhou o título de campeão mundial na sua categoria.

1) MELANCIA: Quem é o Pierre Louis Costes?
PIERRE: Sou uma pessoa que ama o oceano e a natureza, tenho uma paixão por ondas e o bodyboard é o meu novo emprego. Adoro viajar, descobrir novos sítios, surfar ondas novas, conhecer pessoas.

2) M: Como e quando é que começou o teu gosto pelo bodyboard?
P: Começou em Marrocos, onde vivi três anos, no Natal de 1999. Os meus pais ofereceram-me uma prancha de bobyboard, como eu já adorava o oceano, por isso, foi a maneira perfeita de passar mais tempo nele.

3) M: Sabemos que ganhaste o teu primeiro título de campeão europeu com pouca idade. Tinhas apenas 14 anos, certo? Lembras-te o que esta conquista significou para ti? Conta-nos como este facto impulsionou a tua carreira.

P: Sim, lembro-me de ter sido escolhido para a Selecção francesa para participar no campeonato europeu. Tinha 14 anos e estava na categoria sub-16, este título foi importante porque, em primeiro lugar, estava contente por representar tão bem o meu país, em segundo, deu-me confiança e a vontade de perseguir títulos maiores.

4) M: Sabemos que a tua linda e simpática mulher, Rute Penedo, é portuguesa. Imaginamos que ela não foi o único motivo para teres decidido viver cá. Conta-nos há quanto tempo vives em Portugal e o que mais te encanta neste país. 

P: Sim é verdade, agora vivo em Portugal e se a primeira razão foi seguir o meu coração, também fico grato por ter descoberto um dos países mais lindos do mundo. Há imensas coisas que eu adoro em Portugal, as pessoas, a comida, o clima, o facto de ser um dos países com ondas mais consistentes do mundo e claro, amo a minha mulher.

5) M: Quais as tua principais referências no desporto? E as tuas inspirações e influências?

P: São muitas e eu fui influenciado por elas enquanto crescia. Ryan Hardy, Guilherme Tâmega, Andre Botha, Jeff Hubbard, são os meus ídolos.

6) M: Descreve-nos de forma breve como funciona um dia padrão teu, os teus rituais e rotina.

P: Eu tento treinar o máximo possível, os meus dias dependem das condições do mar, se as ondas me permitem treinar, eu vou surfar, se as condições forem muito boas, a minha mulher vem filmar e fotografar. Quando não há ondas, tento passar o máximo de tempo de qualidade com a minha família e tratar de outros assuntos da minha carreira, lidar com patrocinadores, organizar as próximas viagens... Eu também treino fora de água porque é importante estar em forma, o que eu mais faço são corridas e alongamentos.

7) M: Elege um campeonato ou uma conquista tua no bodyboard que mais te marcou e diz-nos porquê.

P: Além de vencer o título mundial que é o auge de uma carreira desportiva, vencer o “Pipeline Pro” (fotografias 1,5 e 7), este ano, foi a conquista mais dura e satisfatória, eu sonhei vencer no Hawai mais do que em qualquer outro sítio. É difícil descrever o sentimento, trabalhei tanto e vou ao Hawai desde que tenho 13 anos, por isso poder levantar o troféu, pelo menos uma vez na vida, é o melhor sentimento.

8) M: Qual o spot em que mais gostaste de surfar? Conta-nos o porquê. 

P: Pipeline no Hawii , Fronton nas Canárias e um dos reefs mais pesados, na Ericeira, os três fantásticos para bodyboard.

9) M: O que achaste da tua viagem para a Cidade Maravilhosa? 

P: O Brasil é um país que eu amo, visitei o país pela primeira vez aos 18 e fiquei espantado com a beleza. Adoro a comida e a atmosfera, em termos de surfar, vou todos os anos a Itacoatiara e eu e a minha mulher costumamos continuar a visita assim que acaba o evento, gostamos de ir a Joatinga! Uma nota mais triste, enquanto o Brasil é um dos países mais bonitos do mundo, a poluição é um enorme problema, eu já não surfo mais em São Conrado, que é a minha onda preferida do Brasil, simplesmente porque já fiquei muito doente e o risco é demasiado grande. Espero que isso possa mudar no futuro, as pessoas precisam de mudar, há tanto trabalho a ser feito e eu espero que os brasileiros consigam encontrar uma maneira de acabar com a poluição nos sítios mais afectados.

10) M: Em 2011, conquistaste o título de campeão mundial na tua categoria. Como te sentes em relação a isto?

P: É uma realização, senti-me tão feliz que é difícil explicar como me senti, a minha mulher, família e amigos estavam lá nesse dia, foi um dia que eu nunca vou esquecer.

11) M: Quais os teus planos para 2016? 

P: O bodyboard está a explodir e a tour mundial está muito boa, comecei bem com uma vitória em Pipe e agora os meus planos são perseguir um segundo título mundial, enquanto faço o meu melhor para filmar e lançar os melhores vídeos possíveis.

12) M: E que objetivos gostarias de alcançar no futuro? 

P: Tenho alguns objectivos para a minha carreira mas que ainda são segredo! Gostava de continuar na indústria quando acabar a minha carreira, construir uma família e viver dias felizes junto à praia!

13) M: Qual é o teu lema de vida? 

P: Neste momento, sinto que tomar contar do nosso Planeta deveria ser a maior preocupação dos humanos, às vezes acções insignificantes têm um grande impacto no futuro, positivo ou negativo. A minha mulher também é uma forte apaixonada pela natureza e tornou-se algo que gostamos de defender.

14) M: Onde encontramos o Pierre quando não está no mar? 

P: Em casa a relaxar ou no aeroporto! Se me encontrarem num centro comercial é porque a minha mulher está perto.

15) M: Deixa uma mensagem à MELANCIA mag e a todos os seus leitores. 

P: Obrigado pela oportunidade desta entrevista, é sempre um prazer falar de bodyboard fora do meio. Para todos os leitores, espero que um dia descubram o prazer de dropar uma onda, e entretanto, desejo-vos o melhor e espero que tenham gostado da entrevista.

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