Entrevista: Mafalda Jesus

Fotografias: VÁRIOS

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chick

Muito groove, boa disposição e simpatia, assim se resume a Teresa de Sousa de 26 anos, mais conhecida como Da Chick. Lançou recentemente o seu primeiro álbum, “Chick to Chick”, com faixas influenciadas pelo funk e o soul, que nos leva a viajar pelas ruas de Nova Iorque, nos anos 70 e 80. Deixa-te levar pela boa onda desta artista e dança até não puderes mais!

1) MELANCIA: Quem é a Teresa?
DA CHICK: A Teresa é uma rapariga que sonha com a realidade.

2) M: Porquê “Da Chick?”
D:
Não pensei muito num nome. Tinha de ter um para postar a minha primeira música no Myspace e saiu Da Chick. Influenciei-me no filme “Death Proof” do Quentin Tarantino e numa das músicas da banda sonora - “Chick Habbit” de April March.

3) M: Lançaste recentemente “Chick to Chick”. Que história conta este álbum?

D: Eu com “Chick to Chick” queria mostrar esta minha dualidade ou bipolaridade. Tenho muitas chicks dentro de mim, com mentalidades e ideias diferentes e o que este álbum trouxe de novo foi esta Chick que muitos não conheciam. Uma chick mais calma, mais souly e mais séria. Estas duas chicks, a chick party gal e a chick bossy soul gal, juntas neste álbum são a mesma e falam, muito resumidamente, das suas fantasias, sonhos, tristezas e epifanias. Gosto de escrever sobre o que sinto metaforicamente e inserida num mundo que não tem de ser necessariamente a Terra.

4) M: Tens um estilo muito teu. Como classificas a tua música?

D: Gosto de chamá-la de “Foxy”, por achá-la facilmente atraente. É difícil classificar a minha música como disco, ou hip-hop, ou soul, ou funk. Tem de tudo um pouco. É com certeza música groovy.

5) M: O que te levou a perceber que o funk, o disco e o soul eram o caminho?

D: Quando me apaixonei por isto. Por fazer música, escrever, compor, cantar. Eu descobri este mundo mais “groovy” com o tempo. Comecei a fazer música num registo mais electro mixed com hip-hop. E à medida que fui trabalhando mais e com diferentes produtores, este mundo groovy agarrou-me e nunca mais me largou. Sinto-me bem neste universo e sei que aqui tenho muito para dar.

6) M: Fala-nos do teu processo criativo e das tuas inspirações.

D: O meu processo criativo não tem propriamente uma fórmula. Eu diariamente penso muito, oiço muita música e muitas vezes escrevo coisas. Coisas é a palavra certa. Gosto de apontar pensamentos. E depois às vezes saem letras, outras vezes vou aos meus “rascunhos” e escrevo letras e outras vezes ponho-me a ouvir instrumentais e escrevo letras. Quando o objectivo é fazer uma música, invento uma melodia, gravo a minha ideia melódica e mais tarde em estúdio com o produtor compomos o beat. Acontece também produtores já terem beats feitos e eu escrever qualquer coisa por cima. É um processo muito livre. E é sempre mais natural quando nos conhecemos uns aos outros e partilhamos os mesmos gostos e vontade em fazer música.

7) M: O que se pode esperar de um concerto teu? Conta-nos um episódio engraçado que não esqueces.

D: Muita energia, alegria e música groovy! Tenho tido muitos episódios felizes na minha vida, como certas pessoas que tenho vindo a conhecer só por causa da música. Caso disso são as pessoas que me têm ajudado a fazer música de qualidade, a minha editora Discotexas que acredita no meu trabalho e todas as pessoas que tenho tido o prazer de ter em palco comigo todos os concertos. Os meus Boyz (André e Gonçalo), o meu dj (Mike el Nite) e os meus sopros Bizus (Sandro, João e Dinis). Todos nós estamos em palco a dar tudo com prazer e muito power. Diria que todos os concertos têm episódios engraçados, desde eu me enganar nas coreografias, a alguém no público que manda algum bitaite ou até mesmo crowdsurfs mal feitos. Tivemos uma vez um concerto onde levei uns confetis daqueles que explodem e que tinha um timing muito especifico na música para explodir, e eu não consegui... Foi um fail que virou em risadas infinitas o concerto todo.

8) M: Já atuaste em alguns países. Qual foi o feedback? A internacionalização é um objetivo?

D: O feedback costuma ser sempre bom e as pessoas recebem a minha música com entusiasmo o que é sempre fixe. Adoro dar concertos no geral e cá dentro ou lá fora a energia é sempre a mesma. Mas quando tocamos lá fora é sempre um motivo de orgulho porque tem um significado forte sabermos que já nos ouvem fora do nosso país e que está a haver uma expansão. Por isso sim, o meu objectivo é levar a Chick mais vezes lá fora e mostrar o que de bom anda a ser feito neste país.

9) M: Elege a música que mais te orgulha e explica-nos porquê.

D: Ui! Pergunta nasty! Hmm. Eu diria que tenho um orgulho especial pela Cocktail. Porque escrevi-a de uma forma tão genuína e fluiu de uma forma tão bonita que sei lá, it’s one of ma babies.

10) M: Qual é o teu lema de vida?

D: Tenho muitos. Mas o que mais me ajudou a fazer música foi sem dúvida: “Live your Dream” - martin luther king.

11) M: E o teu maior sonho?

D: (... tem piada esta pergunta vir a seguir) Ser feliz a fazer o que gosto.

12) M: Foste uma das vencedoras no Portugal Festival Awards, na categoria de Melhor Atuação ao Vivo – Artista Revelação. Qual foi a sensação?

D: A sensação foi óptima... Eu não estava à espera de nada e estava feliz por ir cantar ao S. Jorge só. E de repente chamam Da Chick! Não preparei discurso, mas quando digo não preparei, é nem sequer tive um momento de banheira a imaginar como seria. E foi o pior discurso da História... Mas para a próxima já vou preparada! Para mim foi super importante receber este prémio, porque eu sempre disse que o que mais gosto de fazer neste processo todo é cantar ao vivo e parece que as pessoas o sentiram.

13) M: Deixa um recado à MELANCIA mag e aos nossos leitores. 

D: Venham conhecer-me ao vivo!! I dare you!

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