MÚSICA

artigo: juliana lima

sofar

sounds

lisbon

Não é para menos que o Sofar Sounds Lisboa está nomeado para os Portugal Festival Awards! Até o momento foram 13 salas intimistas, 45 artistas e centenas de entusiastas da música emergente. Saibam mais sobre este movimento e como tudo começou em Lisboa.

 

Sofar significa "Songs From A Room", ou seja, música num espaço intimista. Este conceito nasceu em 2009, em Londres, quando um grupo de amigos que assistia a um concerto num bar de música ao vivo se apercebeu de que a banda que atuava não era a atração da noite. Vendo a sua atuação relegada para segundo plano e substituída por conversas e brindes de amigos, o grupo decidiu intervir. Passou então a apoiar bandas emergentes como esta, oferecendo a sua sala de estar como palco e um grupo de oito amigos como plateia. E assim se fez o primeiro Sofar Sounds. Até que o próximo se realizasse, bastou que se procurassem mais pessoas, cidades e países que se identificassem com o sentimento, existindo hoje em mais de 180 cidades espalhadas pelo mundo.

 

A versão Lisboa começou com Inês Pires. Ela teve a ideia depois da sua primeira experiência Sofar, em Filadélfia, nos Estados Unidos.

 

Acabada de chegar ao pais, a Inês foi convidada por um  amigo para ir a um concerto em casa de alguém, situação que considerou muito estranha mas, ao mesmo, tempo curiosa. A experiência foi completamente diferente de tudo o que tinha visto até então. Era um concerto num formato acústico, literalmente na sala de estar de um desconhecido, que recebeu em sua casa 60 pessoas que também não fazia ideia quem eram. 

 

O ambiente intimista que se fazia sentir na sala era especial. O conceito do Sofar quebra rapidamente a distância entre músicos e plateia, já que estes assistem ao concerto a escassos centímetros dos artistas. Tudo isto foi contagiante, tornando a experiência única. No final do concerto, em conversa com o líder do Sofar Filadélfia, perguntaram á Inês como era o Sofar em Lisboa. E não era. Não existia. Dai a receber um convite para organizar o Sofar em Lisboa, foram algumas conversas de distância. E (tantos meses/anos depois), em Março de 2014 surgia o Sofar Sounds Lisbon.

 

Parte da magia do Sofar Sounds está no mistério.  Os convidados só são informados sobre o local na véspera, e nunca sabem que bandas ou músicos vão lá estar. A surpresa  é sempre certa e boa. Toda a organização e curadoria cabe à equipa, que atualmente é constituída por quatro responsáveis:  Inês Pires, que está desde o inicio, juntamente com Carmo Castro, João Alvarez e Miguel Pires. Na organização contam também com a Mindshutle, que faz a cobertura multimédia de cada edição, e um conjunto de voluntários em que se incluem fotógrafos e técnicos de som.

 

Como o próprio nome indica, o Sofar promete apresentar o melhor da música emergente a espaços intimistas como salas de estar de casas particulares, ateliers e galerias de

arte. E, aparentemente estaria aqui um dos principais desafios da organização, encontrar sempre um sitio giro, intimista e disponível para receber eventos assim, tão fora do vulgar.

Inicialmente, a equipa do Sofar Sounds Lisbon pesquisava mesmo no terreno, iam aos espaços que tinham salas que se adequassem ao formato e apresentavam o projeto. Os amigos de amigos também ajudavam e propunham espaços ou as próprias casas.

 

Atualmente, têm tido cada vez mais locais interessados em receber os eventos, vendo no Sofar uma ótima forma de rentabilizar as suas salas, através de uma experiência tão única

como esta.

 

Para cada edição, a equipa avalia bandas que tenham um reportório que se adeque ao conceito Sofar Sounds, com formatos tão próximos do acústico quanto possível, sendo que

grande parte das vezes contactam-nas diretamente e fazem o convite. Com o crescimento do conceito em Portugal, já contam também com algumas parcerias estabelecidas com vários

managers e promotores, que enviam sugestões de bandas.

 

Com apenas um ano e meio de existência, a "versão Lisboa" do evento tem-se afirmado e ganho reconhecimento, não apenas em Portugal, mas também pelo Mundo. O quarteto responsável recebe material de artistas portugueses e estrangeiros, dos quatro cantos do mundo, como por exemplo músicos de países como Austrália, Brasil Reino Unido, Itália, Nova Zelândia, entre outros, que querem vir tocar ao Sofar Sounds Lisbon e que vêem neste formato intimista uma ótima forma de se promoverem.

 

O Sofar Sounds é um movimento que permite a partilha de música pelo mundo, mas não só, existe também contacto entre as várias cidades, que possibilita a troca de experiências e artistas. Neste âmbito, Lisboa já recebeu músicos do Brasil e Reino Unido, mas também ¡á houve intérpretes portugueses a atuar em Londres e Nova Iorque. Estas atividades e trocas frequentes vão acontecer sempre, com o intuito de enriquecer os eventos.

 

Aos interessados em participar no próximo: É muito simples. Basta que entrem no site Sofar Sounds Lisbon www.sofarsounds.com/lisbon, selecionem a data do evento a que pretendem ir, e aguardem as instruções. Ainda não sabemos o dia e o local, mas a MELANCIA mag vai de certeza marcar presença na sessão de Novembro. Yeah! Esperamos lá por vocês!

www.facebook.com/SofarLisbon

espreita o artigo na revista

CONTACTos

  • ig
  • fb
  • yt

MELANCIA MAG 2018 © ALL RIGHTS RESERVED