tatuagem

Entrevista: JULIANA LIMA

VITÓRIA

VILELA

Vitória Vilela é uma jovem brasileira com apenas 23 anos mas, apesar da idade, já apresenta um trabalho muito consistente e profissional como tatuadora. Esta paulista começou seu percurso como desenhista num estúdio do interior de São Paulo e hoje espalha tatuagens de estilo delicado, com traços finos e bem femininos. Não perca esta entrevista e descubra connosco as suas inspirações!

1) MELANCIA: Quem é a Vitória Vilela?
VITÓRIA: 
Tatuadora, estilista e ilustradora. Gosta de gatos, flores e rock’n’ roll.

2) M: Como e quando começou o teu percurso no mundo da tatuagem?
V: Aos 17 anos, eu comecei como desenhista num estúdio de tattoo do Interior do Rio de Janeiro, onde eu morava. O tatuador precisava de alguém para ajudá-lo com desenhos e eu passava a tarde no estúdio, desenhando, e só olhando ele tatuar. Depois de alguns meses, voltei para São Paulo e decidi dar continuidade a isso, mas, desta vez, tatuando. Como eu estava na faculdade e a estagiar em moda, o jeito foi fazer tudo de forma independente, porque aí eu conseguia encaixar nos meus horários livres e continuar a fazer tudo.

3) M: Que tatuadores te inspiram? 

V: Primeiro, a minha “mestre” mais linda, a Luiza Fortes, que eu admiro muito pelas suas tattoos impecáveis, pela delicadeza e precisão que só ela tem. A ucraniana Diana Severinenko inspira-me muito com os seus florais e desenhos de animais, também super delicados.

4) M: Na tua opinião, o que é essencial para ser uma boa tatuadora? 

V: Acho que o mais importante é ter responsabilidade e atenção com os seus clientes, dedicar-se a cada tattoo e nunca parar de estudar. A criatividade também é essencial para tentar trazer sempre algo de novo aos desenhos.

5) M: Trabalhas com traços finos e praticamente tatuas apenas com tinta preta, por vezes com detalhes em vermelho. Algum motivo específico? Como defines o teu estilo? 

V: Certo! Eu prefiro trabalhar com tinta preta, pois eu sempre desenhei assim, e acho que combina muito mais com meu estilo do que cores no geral. Eu acho que o que mais define o meu estilo são os traços finos (fineline) e desenhos bem detalhados, ora em pontilhismo, ora em linhas.

6) M: Lembras-te da primeira tatuagem que fizeste? Conta-nos qual, em quem e como te sentiste. 

V: Sim, claro! Foi numa amiga minha, que quis muito ser a primeira cobaia. Escolhemos um desenho pequenino, e eu estava mais tensa do que ela, isso é o que mais me lembro. Mas, no final, foi rápido e deu tudo certo.

7) M: Quais são as maiores dificuldades desta profissão? 

V: Eu acho que ter um estilo próprio, no meio de tantos tatuadores é algo que nunca é muito fácil, mas que é necessário buscar. E às vezes os clientes pedem-nos para copiar algo e temos de ser firmes na questão do trabalho único e autoral. E valorizar isso.

8) M: Que conselhos deixas a quem sonha ser tatuador? 

V: Bom, acho que ter muita paciência no começo, pois é preciso estudar muito até conseguir dominar a técnica. Desenhem muito, observem e com tempo e prática vão evoluir e conseguir resultados melhores no trabalho.

9) M: Deixa uma mensagem à MELANCIA mag e aos seus leitores. 

V: Quero agradecer pelo convite para a entrevista e dizer que fico muito feliz por ter tanta gente “legal” gostando do meu trabalho! Isso faz-me querer evoluir mais... sempre!

www.instagram.com/vv_tattoo

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