Entrevista: MAFALDA JESUS

PINTURAS: MARGARIDA FLEMING

MARGARIDA

FLEMING

Respira e consome arte desde que tem memória e é formada em arquitetura e design gráfico. Na área da pintura, onde tem vindo a crescer a passos largos, é uma verdadeira autodidata e conquista-nos com as suas pinceladas expressionistas e olhares profundos. Margarida Fleming afirma que pintar é uma terapia que lhe dá liberdade de expressão e que lhe permite comunicar e criar para o mundo.

1) MELANCIA: Quem é a Margarida?
MARGARIDA: 
A Margarida é uma miúda viciada em Arte. Consumidora nata de Pintura, Escultura, Design, Música e provocadora de si própria no mundo criativo. Licenciada em Arquitectura e Design Gráfico, autodidacta no campo da Pintura, esta veia já é explorada desde novinha.

2) M: O que te despertou interesse no mundo da arte?
M: A Arte faz parte de mim e penso que de nós todos. A arte é emoção, é expressão, é ser intenso, é ter ideias, é ter visão, é ser bonito, é ser feio, é ser esquisito. O meu interesse pela arte surgiu naturalmente, pincel na mão, mãos na massa e muitas experiências desde que me lembro de ser gente. Revejo-me em constante procura de alguma coisa, sem motivo algum. Surge como terapia, como processo de libertação de maneira vigiada. Considero-me uma pessoa imaginativa e criar é para mim uma necessidade psicológico-físico-mental, se é que esta palavra existe.

3) M: Quais são as tuas maiores fontes de inspiração? 

M: A minha fonte de inspiração não sei bem de onde vem. Acho que muitas coisas me inspiram. Coisas que acontecem, pessoas que conheço, combinações de situações, cores, lugares, música, obras de arte, fotografia, muitas vezes nada. Enquanto pinto a inspiração torna-se intuição.

4) M: Tens um estilo expressionista, onde as pessoas são as protagonistas. Quem são estas mulheres, que nos olham intensamente e nos captam a atenção?

M: Estas mulheres que pinto são mulheres com a alma a desbotar. Sente-se pelo olhar, sente-se pela expressão e posição. São mulheres fortes, mulheres sensíveis e frágeis, mulheres femininas, mulheres cativantes. No fundo pode ser qualquer uma/um de nós. Todas contam uma história diferente, cada uma mais protuberante que outra. Têm um olhar transparente e intrigante ao espectador como se tivessem a alma descoberta.

5) M: O que é que só a pintura te dá? 

M: A pintura dá-me a liberdade de exprimir, quando e como quiser. Dá-me a possibilidade de comunicar e criar para o mundo. Dá-me capacidade de explorar um mundo que não tem fim e que tem inúmeras possibilidades de ser finalizado. É um momento de crescimento próprio, quase como a meditação onde o abstracto por vezes é presente.

6) M: Na tua opinião, que noção é que um artista nunca deve perder? 

M: O artista nunca deve perder a noção da sua essência, de quem é, do que realmente lhe dá prazer criar. Cada artista tem uma maneira diferente de se exprimir e essa individualidade existe devido à sua maneira de ser. Acho que é importante não esquecermos o nosso eu natural, das nossas intuições, da pincelada que simplesmente sai. Nunca deixar de ter prazer ao criar. No fundo como as crianças fazem, experimentam sem medo. Acho que aprender e explorar não deve deixar de existir no planeta do artista.

7) M: O que é essencial no teu dia-a-dia? 

M: É essencial definir objectivos. Também é essencial lavar os dentes antes de sair de casa e comer pelo menos uma refeição decente. É essencial sentir que o meu dia valeu a pena (ás vezes por coisas simples).

8) M: Deixa uma mensagem à MELANCIA mag e aos seus leitores. 

M: Não quero ser clichê, mas há uns bem bons... Sê tu próprio, cada pessoas tem a sua beleza interior e exterior, quanto mais verdadeiro mais bonito. O difícil faz agora o impossível deixa para depois. Obrigada Melancia Mag.

www.facebook.com/Margarida-Fleming

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