tatuagem

Entrevista: JULIANA LIMA

ISABEL

CHONG

Isabel Chong tem apenas 21 anos, mas já tem mais de cinco anos de experiência como tatuadora. Dá para acreditar? Esta brasileira, que hoje vive em São Paulo, nasceu na cidade de Campestre, Minas Gerais, e iniciou-se na arte da tatuagem com apenas 15 anos. Ela tem conquistado o seu espaço e aperfeiçoa-se a cada dia no blackwork, estilo que valoriza imenso os seus traços delicados. 

1) MELANCIA: Quem é a Isabel Chong?
ISABEL: 
Essa é uma boa pergunta, fiquei um bom tempo tentando encontrar uma resposta, mas vou ficar devendo. Não sei quem sou e isso faz parte da minha arte.

2) M: Como e quando começou o teu percurso no mundo da tatuagem?
I: Acompanhei a minha irmã e a minha mãe em algumas sessões, quando tinha apenas 12 anos e quando pisei no estúdio apaixonei-me pela tatuagem. Foi um encontro. Com 13 fiz a minha primeira (coisa de que me arrependo muito hahah). Comecei a estudar numa escola que era ao lado de um estúdio e eu ia lá todo o santo dia. Fiz mais algumas e com 15 anos comprei a minha primeira maquininha. O engraçado foi que, no mesmo dia em que ela chegou pelo correio, eu abri e fiz a primeira tatuagem numa amiga, ficou bem ruim, mas me apaixonei.

3) M: Que tatuadores te inspiram? 

I: Vixe, vários! Acho que todos os que sigo no instagram. Hahaha! Mas o principal sempre foi o Jeff Gogue, eu acompanho-o desde que entendi o que é tatuagem. Todos no estúdio em que trabalho inspiram-me muito também.

4) M: Na tua opinião, o que é essencial para ser uma boa tatuadora? 

I: Ser profissional, entender o que o cliente quer e como ele quer. Sempre coloquei isso em primeiro lugar. Gostaria muito de fazer todas as tatuagens do jeito que quero, mas não sou eu quem vai ficar com ela para sempre. Estudar e absorver todas a informações possíveis pela caminhada também, já trabalhei em sete estúdios e tive contato com muitos tatuadores e a troca de aprendizagem é o que soma na técnica e a técnica faz bons tatuadores.

5) M: Tens um estilo de tatuar muito próprio e delicado. Como o definiste? 

I: Não fui bem eu que defini, talvez. No começo tatuava diversos estilos, mas aí ficou em alta o blackwork e ele ressaltou meus traços finos e a delicadeza deles. Muita gente gostou e principalmente eu. Desde então especializei-me nisso.

6) M: Lembras-te da primeira tatuagem que fizeste? Conta-nos qual, em quem foi e como te sentiste. 

I: Lembro-me, sim! Foi em casa de uma amiga que confiou muito em mim para essa loucura. A minha primeira máquina tinha acabado de chegar do correio e ela disse-me: ‘’você só vai ficar boa se treinar (algo assim), vamos fazer uma’’ Aí eu fiquei: ‘’ESTÁ DOIDA, eu não sei nem montar a máquina, mas vamos’’. Nós começamos por uma pequena, foi um ‘’S’’, até que ficou ‘’bom’’... Aí nós decidimos arriscar um pouco mais e fizemos uma frase de ombro a ombro nas costas o que não foi uma boa ideia. Foi um dos momentos mais nervosos que passei e já passei vários.

7) M: Quais são as maiores dificuldades desta profissão? 

I: É uma área que tem muita gente boa, criar e manter um nome foi algo que levou bastante tempo e aperfeiçoamento. Mas para mim, as maiores dificuldades sempre foram a minha timidez e o meu nervosismo. Tatuar é trabalhar com público, é conversar com muita gente todo dia, tanto cliente quanto equipa, e isso foi algo que eu tive de trabalhar muito. Não é fácil para quem é “fechado”.

8) M: Que conselhos deixas a quem sonha ser tatuador? 

I: Estudar, claro, e manter a mente muito aberta. A tatuagem evolui de um jeito muito rápido. Tanto no estilo quanto no material. A tecnologia traz equipamentos modernos e saber usar isso a nosso favor faz-nos evoluir também. Sempre ouvir e observar. Requer tempo e muita prática para ficar bom, então temos de ter muita paciência e calma.

9) M: Deixa uma mensagem à MELANCIA mag e aos seus leitores. 

I: Estudar, claro, e manter a mente muito aberta. A tatuagem evolui de um jeito muito rápido. Tanto no estilo quanto no material. A tecnologia traz equipamentos modernos e saber usar isso a nosso favor faz-nos evoluir também. Sempre ouvir e observar. Requer tempo e muita prática para ficar bom, então temos de ter muita paciência e calma.

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