ENTREVISTA: mafalda jesus

Fotografias: vários

BUMBA NA FOFINHA

Bumba na Fofinha, um nome com uma história curiosa por trás. Ou se calhar não. Se calhar ainda está por inventar a história que faça jus ao sucesso da página criada por Mariana, 30 anos feitos, mas ainda às aranhas com isto de ser adulta, ir a reuniões importantes e organizar jantares em casa com os copos e os talheres certos. Observadora, perspicaz, sagaz, divertida, não é exagero dizer que ela ilumina os nossos dias com aquele belo sorriso. Sim, Bumba, tu sabes que és gira como tudo. We love you <3

1) MELANCIA: Quem é a Mariana? 
BUMBA: A Mariana é uma recém trintona (é a primeira vez que digo isto, ouch) com estudos e anca parideira como a sua avó, boa dona de casa - sabe fazer quase tudo menos engomar camisas - escreve nas horas vagas, faz vídeos nas horas vagas entre escrever uma coisa e outra e é publicitária nas horas vagas entre escrever uma coisa e outra e fazer vídeos. Isto foi algo confuso, não foi?

2) M: Porquê “Bumba na Fofinha”?
B: Não, não é um nome de filme porno de terceira. É uma expressão que apanhei de um amigo e que é sinónimo de “Incha” ou “Toma lá”, e ficou. No entanto, como esta história não tem absolutamente nada de interessante, fiquei de inventar uma diferente, mais mágica e surpreendente, para usar nas próximas entrevistas.

3) M: Conta-nos a verdade. O que é que a tua mãe, avós e tias acham da Bumba? 

B: A minha família, em particular o núcleo feminino, são as fãs nº 1 da Bumba. De forma militante e quase embaraçosa às vezes, ao estilo de interromperem qualquer conversa para gabarem a Bumba ou, pior ainda, para pedirem para eu contar à audiência determinado artigo ou história ao vivo, “aquele/a que tinha tanta graça.” Awwwwwkward.

4) M: Quando descobriste o teu talento para fazer as pessoas rir? 

B: Na verdade ainda estou para descobrir, porque nunca assisti a nenhum riso em carne e osso provocado pelos dizeres da Bumba. É o que dá ser uma criação de Zuckerberg, os sucessos medem-se à base de números de fãs e likes, não propriamente de risos e gargalhadas humanas. Aliás, estudos mostram que, de todas as pessoas que escrevem “lol” ou “ahahah” em comentários, apenas 10% a 15% realmente se riu na vida real. Estudos forjados por mim, mas ainda assim.

5) M: Consegues ser muito observadora, extremamente divertida, bem-disposta e engraçada, sem ofender ninguém. Qual é o teu segredo?

B: Com jeitinho consigo sempre ofender alguém, que há por aí malta muito criativa atrás de teclados. Mas a verdade é que não faço nem por ofender nem por não ofender, os meus temas naturalmente não costumam tocar em pontos sensíveis ou polémicos, são observações do dia-a-dia e, citando o nosso saudoso Gustavo Santos, só por essa razão não me “ponho tanto a jeito.”

6) M: Como te relacionas com outras páginas de humor menos consensuais, que recorrem muito à ofensa e a uma certa agressividade? É que tu és um doce...

B: Ora muito obrigada! Isto dava direito a uma beijoca daquelas que o Prof. Marcelo dá às velhas, elas adoram beijar políticos, agarram-lhes o pescoço e puxam-nos para si para um chuac chuac com força em cada bochecha. Mais ou menos agressivos, acho que esses humoristas têm o seu público, cada um é livre de criar o que quiser e gostar do que quiser. O que é pena é que nas redes sociais parece que meio país quer lixar meio país e vice-versa e as pessoas estão tão ocupadas a tentar apanhar alguém em falso, a escorrer ódio em comentários, a detectar erros de gramática, vírgulas fora do sítio ou potencial de ofensa em qualquer frase que se escreva, que às vezes se esquecem de que podem escolher o que querem ver ou não. Botão Unlike existe, malta.

7) M: O que é essencial no teu dia-a-dia? 

B: Café, pouca conversa até às 10h da manhã, cães, boas séries, bons livros, um bom anti-olheiras, muito queijo parmesão.

8) M: Deixa uma mensagem à MELANCIA mag e aos seus leitores. 

B: A Melancia, tanto em fruto como em revista, é extremamente completa, no entanto, como diz a lenda urbana, não se deve acompanhar com água porque algo de mau acontece cá dentro nas entranhas. No fundo, é como em tudo na vida: sabe sempre melhor com vodka.

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