pintura em bancos de madeira

Entrevista: juliana lima

ju

amora

Juliana Amorim, mais conhecida por Ju Amora, é uma artista empreendedora, brasileira, de 30 anos. No seu gracioso atelier, em São Paulo, faz experiências e cria os seus lindos projetos. Nesta entrevista, Ju Amora conta-nos detalhes do seu principal projeto, “Banqueteria”, cheio de memórias e significados.

1) MELANCIA: Quem é a Juliana Amorim?
JULIANA: 
Uma mulher de 30 anos. Sonhadora, romântica e com uma cabeça frenética. Muitos pensamentos por minuto. Fala alto e com as mãos. Ama música, Beatles, natureza e ouvir histórias. Vegetariana desde os 14 anos, inquieta, questionadora e sempre em busca dos sonhos.

2) M: Porquê “Ju Amora”?
J: Ju Amora vem de uma memória de infância. Quando era criança ia sempre para o interior do Brasil. Tinha um vizinho que tinha um pé de amora e eu ficava encantada com ele, eu lembro-me que subia a cerva e pegava as amoras do pé do vizinho. A minha mãe ficava furiosa porque eu manchava a roupa com as amoras. Sempre me encantei com aquela frutinha que também pintava. Descobri já adulta que amora é o feminino do amor... então Ju Amora significa uma memória de infância e o amor. Sempre quis ter o meu negócio, e sempre pensava que este seria o nome...

3) M: Sabemos que és atriz e artista plástica, certo? Quando e como descobriste que a arte era o teu caminho? 

J: Sempre fui ligada as artes de uma certa forma. Não sei dizer exatamente quando descobri que este era meu caminho. A arte sempre me encantou, todas as suas manifestações. Sempre esteve presente na minha vida. O teatro surgiu na adolescência, mas antes disso lembro que quando criança fazia camisetas para vender na loja da minha mãe... Acho que sempre soube que só seria feliz se eu realizasse algum trabalho ligado a arte. Descobrir que algo te faz verdadeiramente feliz é descobrir o teu caminho.

4) M: Fala-nos um pouco sobre como surgiu e no que consiste o teu projeto principal “Banqueteria”. 

J: O projeto surgiu de uma pergunta que me fiz: “O que eu gostaria de ter em casa, que fosse pratico, bonito e não ocupasse tanto espaço?” Algo que me trouxesse uma memória afetiva... Então as banquetas me vieram de primeira na cabeça. Banqueta [pequenos bancos de madeira] lembram-me a casa da avó, festa improvisada, conversas pela madrugada... O projeto propõe ressignificar um objeto utilitário. Ter uma ligação afetiva com ele. Crio coleções e proponho novas formas de uso para a banqueta. Escuto histórias e reproduzo. Através de técnicas variadas que vão do nanquim à luz néon.

5) M: Num passeio por Embu das Artes, centro de artesanato local do interior de São Paulo, encontramos um trabalho teu num dos muros da cidade. Como é a tua atuação no cenário de arte urbana? Com qual frequência fazes murais como o de Embu? 

J: Na verdade aquele foi o primeiro painel que pintei, a convite do site “Não só o gato”. Não tenho uma atuação na cena de arte urbana. Mas, tenho muita vontade de encher os muros cinzas da cidade com flores. Atualmente tenho feito murais em residências. Que farão parte de um novo projeto, que lançarei no próximo ano.

6) M: Tens outros projetos que gostaria de destacar? 

J: O Ju Amora tem um braço infantil que chama Ju Amorinha, nele, além das banquetas ilustradas com a temática infantil, também dou oficinas. A criança cria sua própria banqueta e leva-a para casa. Esta experiência tem sido muito especial para mim.

7) M: O que é essencial no teu dia a dia? 

J: Música e incensos. Tomar sol pela manhã e meditar. Isso muda totalmente o clima do dia. Sempre faço.

8) M: Onde encontramos o Ju Amora quando não está a criar bancos ou pintar por aí? 

J: Em exposições, feiras, shows, cinema, parque da Água Branca, (em São Paulo) observando a natureza, Gopala e Pita Kebab (restaurantes, também em São Paulo), alimentando o corpo e espírito.

9) M: Qual é o teu lema? 

J: “Seu real dever é salvar o seu sonho”. É a frase que levo comigo e que mudou a minha vida. Mas, posso dizer que li um dia destes uma frase num muro que adorei como meu lema: “trabalhe duro e seja legal com as pessoas”.

10) M: Deixa uma mensagem à MELANCIA mag e aos seus leitores.

J: Acho que a mensagem é, apesar de clichê, o importante na vida é salvar nossos sonhos. Amar e de volta ser amado. Espalhem amor por ai. Vivam intensamente. E não deixem ninguém apagar o seu sonho.

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