MÚSICA

Entrevista: juliana lima

labaq

Uma das multi-instrumentistas mais destacadas da nova vaga da música brasileira, LaBaq, apresenta o seu primeiro álbum, “Voa”, que nasce da experiência de anos nos principais circuitos da música independente dentro e fora do Brasil. Em Novembro, a sua tournée internacional passará por Portugal. Aproveitamos este momento de tantas conquistas e realizações para conversar com a artista que nos falou das suas expectativas e ansiedade.

1) MELANCIA: Conta-nos de forma breve: “Quem é LaBaq?”
LABAQ: Uma artista, brasileira, curiosa, amante de guitarras, de pessoas e com sede de aprender e ir adiante.

2) M: Quando descobriste o teu real gosto pela música?
L:
Nem consigo pensar num tempo em que oficializei esse gosto, foi muito natural, desde muito pequena estive muito conectada ao que dizia respeito à música.

3) M: Brasileira, alternativa, única, talentosa, solene, criativa. Tens características que encantam qualquer um. Entretanto, gostaríamos de saber de ti. Nas tuas palavras, no teu sentimento, consegues descrever-nos o teu estilo? 

L: Fico lisonjeada! Sempre digo que sofro para me classificar. Se fosse numa palavra só, seria impossível, mas, com carinho, digo que há algo de experimental, há algo de MPB [música popular brasileira] sim, mas distante daquele rótulo mais tradicional que estamos acostumados a ouvir. Em Espanha colocaram-me também no “indietronic” e gosto muito dessa palavra. Circulo por aí também.

4) M: Qual é a mensagem principal da tua música e o que gostavas de transmitir às pessoas? 

L: Eu lembro-me de quando eu me apercebi de que as pessoas estavam a ouvir o que “saía de mim” e aquilo poderia mudar o dia de alguém e que tudo ia, então, para além do meu coração e das coisas que me afligiam e que naturalmente viravam música. Quando me dei conta disto, senti a responsabilidade que é ser criadora hoje, ser compositora. Eu quero falar de ser melhor, de enxergar muitos lados de uma mesma situação, de amor, de coração feliz, de coração partido, afinal, se quem me segue quer ouvir sobre isso, já me considero um ser feliz demais.

5) M: E as tuas referências e inspirações, quais são? 

L: Annie Clark (St Vincent), Joni Mitchell, Jack Garratt, John Frusciante, Juana Molina, Thom Yorke e Radiohead, Nirvana, por aí.

6) M: Apesar de já teres um percurso musical com muitos feitos como cantora, compositora e instrumentista, agora estás a lançar o teu primeiro disco, com 11 músicas de autoria própria. O que podemos esperar de voa? 

L: O “Voa” foi feito com todo carinho do mundo. Muita dedicação de todas as partes envolvidas, tudo muito pensado e isso eu creio que se reflete logo ali, ao primeiro play, o que me deixa bastante feliz. Eu esperei tanto tempo para fazer um primeiro disco, pois sentia que ainda não encontraria um caminho coeso pra seguir, sabe? Ontem eu ouvi de Maria Gadú que o disco está coerente e fiquei radiante de alegria, pois é mesmo isso, esse momento, essa coerência no escolher das faixas, das texturas que seguiríamos.

7) M: Do interior de São Paulo para o mundo. Vais lançar o teu primeiro disco em tournée internacional. Como te sentes com esta conquista? 

L: Lisonjeada, feliz, honrada, saltitante, privilegiada, acima de tudo. Fico feliz em poder lograr estar aqui e mais ainda, por ver o disco ser bem recebido em países pelos quais tenho tanto carinho, como Portugal.

8) M: Somos uma revista luso-brasileira, por isso destacamos que entre os dias 6 e 18 de Novembro vais andar de Norte a Sul de Portugal. Como te preparaste e quais as tuas expectativas para estes concertos? 

L: Sabe que andam me escrevendo ansiosos com o concerto e eu, óbvio, fico ansiosa de volta. É muito especial poder sair de tão longe e ser recebida com esse carinho e as pessoas que estão envolvidas em fazer esses espetáculos acontecerem são extremamente lindas, preparando tudo connosco com muito carinho. Espero poder corresponder às expectativas que estamos a gerar e estar em contato com quem me tem recebido de braços tão abertos.

9) M: Que noção é que um artista nunca deve perder? 

L: De que sozinhos não somos absolutamente nada, por mais auto-suficientes que às vezes tentemos ser.

10) M: Qual é o teu lema? 

L: Voa!

11) M: Deixa uma mensagem à MELANCIA mag e aos seus leitores. 

L: Povo lindo, espero mesmo poder estar em contato com vocês nesses dias de Portugal, agradeço bastante as mensagens que me enviam e vou esperar abraços após os concertos (é uma intimação).

www.facebook.com/LaBaqMusic

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