Entrevista: juliana lima

tatuagens: akauã pasqual

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Akauã Farias Pasqual, mais conhecido como Aka, é um tatuador brasileiro que tem nome de índio, muito simpático e talentoso. Durante uma sessão de tatuagem, enquanto a conversa ia e vinha entre os riscos e pontos na cauda de uma sereia, foi feito o convite oficial de formalizar esta entrevista. Por quê? Vem connosco e descobre!

É admirável ver Aka a trabalhar e perceber o que este jovem de apenas 24 anos está a construir e conquistar. Já estruturou dois estúdios de tatuagem com amigos; o primeiro em Bauru, interior do estado de São Paulo, e o outro na baixa Augusta, centro da cidade de São Paulo. Entre a tranquila cidade e a grande metrópole, ele cria as suas ilustrações e deixa a sua marca em muita gente por aí. Admirador de arte e com tatuagens de vários estilos a perder de vista pelo seu corpo, Aka conta que tem gosto por tatuar blackwork e pontilhismo. E é isso que faz o seu estilo.

 

1) MELANCIA: Quem é o Akauã Pasqual?
AKAUÃ: 
Acredito que sou um cara bem simples de gostos bem simples, que ama o trabalho e tomar uma “geladinha” depois do trabalho.

2) M: Tiraste um curso de Design Gráfico, e, entretanto, escolheste ser tatuador como profissão. O que te levou a optar por este caminho?
A: Mudei-me para Bauru para fazer a faculdade, já tinha planos de tatuar mas ainda era um sonho distante, quando comecei a levar mais a sério a tatuagem a faculdade acabou por ficar para trás. Descobri que não queria ser um designer, mas a faculdade foi essencial para a carreira de tatuador.

3) M: Lembras-te da primeira tatuagem que fizeste? A quem? E o que é que fizeste? 

A: Minha primeira tatuagem foi um retoque de três estrelinhas na minha irmã, atrás da orelha.

4) M: Tens um traço bastante expressivo, trabalhas com tinta preta e por vezes usas apenas uma cor, um tom específico de azul. Fala-nos sobre o teu estilo e o que na tua opinião caracteriza e diferencia o teu trabalho como tatuador? 

A: Acho que o blackwork está em alta e eu sempre gostei muito de pontilhismo, mas não me prendo a isso, posso mudar a qualquer momento. Eu tento desenhar e tatuar o que acredito que sou capaz, sem dar um passo maior do que a perna.

5) M: Fala-nos sobre o teu processo criativo. Desde as marcações, ao desafio de criar as ilustrações, a resposta aos desejos dos clientes, até ao ato final de tatuar.

A: Os meus clientes facilitam muito o meu trabalho, com a facilidade de encontrar referências boas e próximas ao que faço, a maioria já vem com uma ideia bem fixa do que quer e como quer. E eu explico sempre que vai ficar próximo daquilo que eu mostro no meu portefólio. com o passar dos anos foi ficando mais fácil eles entenderem isso.

6) M: Vives em Bauru, interior do Estado de São Paulo, mas também tens um estúdio bem no centro da cidade de São Paulo. Como geres a tua agenda e o teu tempo? O que te fez criar e decidir manter os dois estúdios? 

A: Ainda tenho muita dificuldade de me organizar. Tento não pensar muito e só trabalhar para ter condições de pagar todos os custos e continuar evoluindo, mas é um defeito que preciso de corrigir, nunca tenho data certa para ir e voltar, nem agenda certa.

7) M: Estiveste em Inglaterra durante um mês a trabalhar. Foi a primeira vez que tiveste uma experiência deste tipo? Fala-nos um pouco sobre esta aventura do estrangeiro e quais os principais aprendizados. 

A: Essa viagem a Inglaterra foi tranquila porque já tinha um amigo com quem trabalhei na Austrália, me senti-me em casa e foi parecido com trabalhar no Brasil, os clientes também eram muito recetivos às minhas ideias e estilos.

8) M: Quais os teus próximos planos? 

A: Meus únicos planos para o futuro são melhorar o meu trabalho, sei que fazendo isso as coisas acontecem naturalmente.

9) M: Que coisas são essenciais no teu dia a dia? 

A: O meu dia a dia precisa de ter música, tatuagens e cerveja sou uma taça de vinho no final do dia (risos).

10) M: Qual é o teu lema? 

A: Não sei se tenho lema, mas gosto de ser verdadeiro em tudo que faço e com todos ao meu redor.

11) M: Deixa uma mensagem à MELANCIA mag e aos seus leitores.

A: Minha mensagem à MELANCIA Mag e aos leitores é que façam o que amam e, se ainda não sabem, procurem saber, porque os últimos anos da minha vida como tatuador, fazendo o que eu mais gosto, têm sido muito gratificantes.

www.facebook.com/aka.tattoo

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