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Entrevista: mafalda jesus

RuPe Tattooer

Rui Esteves, conhecido por RuPe Tattooer, é um artista que usa a tatuagem como meio de expressão. Afirma que gosta de desafios e que o que o deixa mais satisfeito é o sorriso dos seus clientes quando vêm o resultado final. Tatua apenas há 3 anos, mas rapidamente se conseguiu afirmar neste mundo e criar uma forte identidade, sendo fácil reconhecer um trabalho da sua autoria. Lê a entrevista e deslumbra-te com a criatividade e técnica deste artista.

1) MELANCIA: Quem é o Rui?
RUPE: 
Sou um artista profissional que usa a arte da tatuagem como meio de expressão. Procuro dar sempre o meu melhor a cada trabalho que faço e ser o mais criativo possível. Gosto de desafios e especialmente no que toca na interpretação visual das ideias e conceitos que os meus clientes me trazem para o desenvolvimento das suas tatuagens. Mas o que me deixa mais satisfeito é o sorriso dos meus clientes assim que vêm o trabalho finalizado.

2) M: Quando e como soubeste que a tua vocação era a tatuagem? 
R: Não soube, disseram-me! Comecei a tatuar há coisa de 3 anos por mero acaso, pois não fazia ideia que esta era a minha vocação. Nunca tinha pensado em ser tatuador e até andava um pouco perdido por outros caminhos fora das artes, mas uma pessoa muito especial chamou-me para a ajudar e para eu aprender a tatuar com ela. Disse-me que tinha muito jeito, pois conhecia bem o meu trabalho de desenho e ilustração. Foi então que decidi experimentar e adorei. Hoje em dia é uma grande paixão e não me vejo a fazer outra coisa. Não foi e não é um trabalho fácil, pois é bastante exigente e tecnicamente complexo mas acho que é essa exigência que o torna especial.

3) M: Qual foi a sensação de tatuar pela primeira vez? 

R: Foi horrível, termia por todos os lados. Embora tenha sido num bom amigo, o respeito que tenho por estar a trabalhar na pele de uma pessoa e por estar a colocar uma marca permanente foi algo que me assustava bastante. Hoje em dia já é bastante mais fácil, mas faço o meu trabalho sempre nunca perder esse respeito.

4) M: Já te tatuaste a ti próprio? 

R: Sim, claro. É praxe!

5) M: Qual é a parte do corpo que gostas mais de tatuar? E na tua opinião onde dói mais?  

R: Gosto muito de tatuar braços e pernas. A dor é relativa, depende muito de cada um. E na realidade é algo que se suporta, caso contrário as pessoas não faziam tatuagens. Claro que quanto mais complexa é a tatuagem mais dói, mas no fim da sessão o pessoal esquece a dor e muitas vezes fica logo a pensar na próxima que vai fazer.

6) M: Normalmente, quantas tatuagens fazes por dia? Como organizas o teu dia? 

R: Não faço tattoos todos os dias, prefiro dar atenção à qualidade e criatividade em vez da quantidade. Como crio tudo de raiz preciso de mais tempo. Normalmente levo um dia mais ou menos para criar um ou dois desenhos e um dia para tatuar. Gosto de trabalhar com calma e tranquilamente. Quando não estou a tatuar ou a desenhar estou em reuniões com os clientes, mas não tenho um método específico pois tudo depende do que tenho de criar.

7) M: O que te inspira? 

R: Inicialmente inspirava-me muito em tatuadores que admiro, por uma questão de conseguir entender as técnicas que eles usam. Mas cada vez mais e desde sempre o que me inspira são as artes plásticas como a pintura, o desenho, a ilustração ou mesmo a gravura. Talvez seja porque o meu background artístico vem destas disciplinas.

8) M: Que coisas são essenciais no teu dia a dia? 

R: A calma, tranquilidade e o excelente ambiente que temos no nosso estúdio privado - Minimal Ink. O qual me permite sentir bem para poder trabalhar e que por outro lado também deixa os clientes bem mais relaxados na hora de serem tatuados.

9) M: Qual é o teu lema? 

R: Fazer e dar sempre o melhor de mim a cada coisa que faço.

www.instagram.com/rupetattooer

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