Entrevista: MAFALDA JESUS

fotografias: NATASHA CABRAL

NASH

DOES WORK

De origens algarvias e apaixonada por animais, Natasha Cabral é uma fotógrafa de sucesso e uma mulher que teima em não crescer. Adora viver em Lisboa e acredita na igualdade de géneros, etnias e classes sociais. É formada em design, mas a fotografia acabou por roubar o seu coração. Para além de tudo isto, gosta de acreditar que os unicórnios existem. Diverte-te com esta entrevista cheia de humor e personalidade e deixa que as suas fotografias te façam viajar.

1) MELANCIA: Quem é a Natasha?
NASH: 
A Natasha é uma mulher que teima em não crescer, Nash para os amigos. Tenho um amor infinito por todos os animais, ainda que tenha pavor de aranhas, sou incapaz de as matar. Adoro viver em Lisboa, apesar de ser natural do Algarve. Sou feminista com muito orgulho, acredito na igualdade de direitos para todos os géneros, etnias e classes sociais. Adoro sapatilhas e já tenho uma boa coleção. Dou bastante importância ao meu estilo pessoal, gosto de deambular por lojas vintage em várias cidades e encontrar aquela peça de roupa que parece que foi feita para mim. Gosto de acreditar que os unicórnios existem.

2) M: Como é que a fotografia surgiu na tua vida?
N: A fotografia surgiu na minha vida enquanto estava a tirar a minha licenciatura em Design. Comprei uma câmara para fotografar maquetes e outras coisas necessárias para o curso, e rapidamente passou de uma necessidade, para uma coisa que eu gostava realmente de fazer e quando dei por mim já estava a fotografar concertos e festas mais underground, e não parei até hoje. Apesar de ter sido um processo auto-didata, sou muito feliz por hoje poder dizer que vivo da fotografia e sou uma das pessoas sortudas que faz aquilo que gosta e ainda conhece sítios e pessoas fantásticas à conta do trabalho.

3) M: O que te dá mais prazer fotografar? 

N: Pessoas, gosto de captar aquele pedacinho de alma que se traduz numa expressão e que dura apenas um segundo, dá-me prazer fotografar artistas, músicos, principalmente porque este tipo de pessoas têm tendência a ter uma mentalidade mais aberta e um espírito mais livre, estando mais receptivos às minhas ideias e ao meu processo criativo. Também gosto de fotografar paisagens e posteriormente manipular a fotografia na edição, seja a nível cromático, de composição, ou o que eu achar que vai adicionar algo à imagem final para ir de encontro ao que tenciono transmitir. Ultimamente também me tem dado imenso prazer ‘brincar’ com a dupla exposição.

4) M: Analógico ou digital? Porquê? 

N: Digital, apenas porque ainda não tive oportunidade de experimentar a fotografia analógica no seu inteiro. No entanto adoro o seu aspecto visual, tanto que muitas vezes edito as minhas fotos de forma a que se assemelhem ao que seria a sua versão analógica.

5) M: O que te inspira? 

N: O que me inspira é todo um universo de pessoas singulares e de culturas como a do hip-hop em todas as suas vertentes, e como a cultura japonesa e todo o seu universo onírico. A moda no geral e alguns designers em particular, como por exemplo, o falecido Alexander McQueen, na literatura inspiram-me escritores como o Haruki Murakami que me faz viajar e criar novos universos na minha cabeça, não esquecendo Fernando Pessoa e alguns dos seus heterónimos. No cinema inspiram-me realizadores como o Wes Anderson pela simetria e esquemas cromáticos presentes no seu trabalho, ou Sofia Copolla, que realizou um dos meus filmes preferidos de sempre, As Virgens Suicidas, pelo seu universo melancólico, atmosfera íntima e excelente fotografia.

6) M: Onde encontramos a Natasha quando não está a fotografar? 

N: Provavelmente em casa a editar fotos ou a partilhar a cabine com a Mafalda em FanfaNash. Fora isso, a viajar. Mas em quase todas as situações a câmara vem passear comigo, porque nunca se sabe quando ‘a foto’ vai aparecer diante dos meus olhos.

7) M: Que coisas são essenciais no teu dia a dia? 

N: Café, cigarros, óculos de sol e a minha câmara claro.

8) M: Qual é o teu lema? 

N: Na vida e na fotografia, quanto mais perto melhor.

9) M: Deixa uma mensagem à MELANCIA mag e aos seus leitores. 

N: Caindo no risco de parecer cliché, aqui vai: façam sempre aquilo que realmente vos faz felizes, tenham sede de aprender e de conhecer coisas novas, e, lutem por aquilo em que acreditam, nunca esquecendo que a nossa liberdade acaba onde a do outro começa.

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